segunda-feira, 13 de abril de 2015

Kaese Spatzle (comida austríaca/alemã) na Argentina.

Quando eu era jovem, há mais de dez anos atrás, conheci menina Karo, que veio da Áustria morar algum tempo no Brasil.
Ficamos bem amigas, a considero minha prima. E também conheci sua mãe, Karla. Senhora doce, muito comunicativa, que saudade imensa das duas.
E foi nessa época que aprendi a comer, a gostar, e depois a fazer esse prato que desde então nunca mais esqueci e sempre faço.
É mais ou menos assim: eu lembrei, tenho que fazer, não dá pra esperar.
Karla que me ensinou os processos, sem que eu falasse uma palavra em alemão e ela em português, pessoas muito nobres de alma as duas.
Ainda quero, com certeza, vê-las novamente.

Karo me explicou, nos primórdios de nossa juventude, que o nome "kaese" se refere a queijo e que "spatzle" é a massa, como Karo me corrigiu agora pouco! E essa massa caseira deles também é servida com carnes.
É uma massa feita com farinha, ovo e sal, comumente.
Ontem fuçando descobri que existe kaese de espinafre, é claro que quero fazer, mas, não dá pra ser agora.

Quando a Karla estava me ensinando, achei bem curiosa a maneira como ela fazia os "fios de macarrão", eram na tábua de madeira.
E que agilidade, porque até hoje, de todas as vezes que fiz, jamais consegui fazer rápido na tábua.
Está um pouco ruim a qualidade, mas é mais ou menos isso.


Ela me explicou também, e inclusive chegou a me mostrar e utilizar, um aparelho específico para o prato, é como um ralador, bem mais prático.
Já ouvi dizer que as pessoas tradicionais fazem na tábua, mas em contra partida, pesquisando, vejo que o aparelho é bem utilizado também.
A foto está pequena (poxa, ando mal de fotos, hein??), mas é uma ilustração do ponto da massa, do aparelho.
Na imagem utilizam leite, mas pra mim nunca usei e nem pretendo.


Quando comecei a fazer, as meninas do Sul do Brasil reconheceram, e disseram que suas famílias fazem, porém, elas usam outro nome, "Cless", e também me explicaram que lá o formato é diferente, é em bolinhas, e geralmente ele é servido com carne e molho.


Porém, o meu querido é com queijo mesmo, e cebola por cima.
Como obviamente não tenho o aparelho certo aqui, e nem exatamente habilidade para usar a tábua, usei um garfo mesmo, puxava fios da massa e deixava cair na água fervendo.
O preparo é bem rápido, ela cozinha em pouco tempo. Depois, dou uma salteada nos "spatzle", com a frigideira, e monto camadas dele e queijo, alternadas, e colocando a cebola por cima.
Queria ter colocado salsa, porém, além de ser caro, não tinha no mercado ontem.
Usei mussarela e o queijo cremoso daqui.

Sobre versão vegana, sim, é perfeitamente possível substituir o ovo da receita (linhaça, banana), e, por exemplo, utilizar queijo vegetal.
Deve ficar muito gostoso e saboroso.
Pensei, sobre uma versão vegana, em amêndoas laminadas em cima, nozes, ou castanha do pará.
É possível usar também queijo cremoso de mandioca embaixo, hum....!!
Ok, vou parar por aqui, porque se eu continuar, lá me vou de novo no mercado comprar mais comida e fazer a versão vegana, hehehe.

Como as fotos acima, a foto do meu prato não ficou das melhores, estava escuro já, e minha máquina não quis colaborar.

Abraços!

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