quinta-feira, 2 de abril de 2015

A primeira real refeição

E então, depois de mais de 24 horas de viagem, entre ônibus, noite no aeroporto, aviões e táxis, finalmente cheguei ao meu destino final, San Miguel de Tucumán.
Quem lê a frase acima imagina que estou bem mais longe do que o real, né? Sim, eu imaginaria também.
Mas Tucumán fica na Argentina, perto do Brasil.

Cheguei na minha atual residência, uma casa de estudantes, pertencente a Universidad Nacional de Tucumán, e logo conheci o pessoal. Estamos entre brasileiras, mexicanos e mexicanas, e um norte americano, por enquanto.
Galera gente boa, super solícita, empatia logo de primeira.
Aliás, desde que cheguei no país, em Buenos Aires, todos me trataram muito bem, não tive dificuldades para nada. Achei que eu fosse travar completamente com a língua, mas descobri que tô melhor do que imaginava, bom sinal.

Tudo muito bem, muito novo, muito legal, MAS, a fome chegou.
Eu, gênia como sou, dormi em um dos voôs, e perdi uma das refeições da TAM, hehe.
Tá, não é um banquete, mas fez falta, já que comer em aeroporto é certeza em pagar um preço irreal, por comidas geralmente de plástico ou alguma massa com essência e conservantes.
Aliás, fazia tempo que eu não voava por essa empresa, e gostei do lanche deles que comi, o outro nem vi.
Era um mini alfajor, uma bolacha recheada de naranja, e um pequeno pacote de bolachinhas de queijo, tudo da Havan.
Para um vegano, há problemas, mas para um vegetariano, achei um avanço, já que em voôs tive que tirar muito presunto e comer pão puro.
Mas claro que não é o suficiente para manter essa pessoa minúscula que sou.
Como cheguei na residência quase as 23 h, o mercado estava a cinco minutos de fechar, e eu dificilmente chegaria lá a tempo, e a outra saída ou eram os kioskos (pequenos quiosques que vendem de tudo, barras de chocolate, alfajores, salgadinhos, cigarros, refrigerantes, chaveiros e etc) ou o posto de gasolina, que é 24 h. Mas quem já morou aqui, como o querido Benito Sbruzzi, me disse que lá é o último lugar pra ir comprar comida, por preço e variedade.

O pessoal da casa, como disse, é bem legal, e me ofereceram comida, a Lícia me cedeu um pão, queijo e maionese, mandei pra dentro, e ufa, pude respirar!
Só que eu sou uma criatura que quando tá com fome, come de verdade, e claro que eu não iria acabar com a comida das pessoas, aí resolvi pedir uma pizza.

Primeiro embate: preço.

Sim, a Argentina infelizmente está bem cara, inclusive convertendo pro real, a maioria das coisas aqui acabam saindo mais caro que no Brasil.
Não eram os meus planos logo de cara, mas ou eu pedia pizza, ou ia dormir com fome e não ia conseguir dormir. Ou ia no posto e não ia encontrar nada.
Num vai e vem, a Gabi me passou alguns locais, e a Bárbara, que é mexicana, ligou pra mim e pediu uma pizza vegetariana.
Vai que eu ligo, fico nervosa e não sai um "a"? Hehe.
Bobeira, depois eu tive que ligar e perguntar se já tinha saído e foi tranquilo.

Gostei muito da pizza daqui, comprei uma pequena, que são 4 pedaços grandes, inclusive ontem só comi dois (milagre!!!!), e hoje comi os outros dois.
Muito gostosa, massa bem fina, cheia de pedaços de tomate, bastante orégano, uns cogumelos enormes, que pelo tamanho e cor, achei que fossem shitake, mas eram champignon, está ótimo também.
E o queijo era mussarela e provolone, sinceramente achei melhores do que os queijos que comemos nas pizzarias brasileiras.

Não sei se dei sorte, porque amigos e conhecidos já haviam me dito que não gostaram da pizza Tucumana, mas, gostei, e muito.

O único problema, é que pra comer outra dessas, vai demorar, hehe, já que ela me custou 78 pesos.
O que, em real, se tiver 3:1 dá cerca de R$ 26,00, e se tiver 4:1, dá cerca de 19 pesos.
Mas, procuro não pensar tanto em real, já que aqui, recebo em pesos.

Saldo: a foto da pizza não está boa, mas ela estava!

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