terça-feira, 21 de abril de 2015

Jujuy, Purmamarca, Salinas, e comida de rua

E então, depois de várias horas de viagem e atrasos, chegamos em Jujuy, uma cidade aqui perto, dentro da província de Tucumán.
Chegamos cansadas, e claro, com muita fome.
Jujuy é uma cidade histórica, linda, montanhosa, pequena, e perto de Tucumán. Em torno de 240 mil habitantes.
O turismo lá é bem forte, há montanhas lindas, e também, bem perto está a quebrada de Humahuaca, que faz muito sucesso.


Andando pela cidade a noite, encontrei várias opções para me alimentar, mas a maioria gira em torno da carne, então restaram poucas.
Na frente do hostel que ficamos tinha uma lanchonete que oferecia lanche vegetariano, mas era meio caro, e como estudante que sou, fui procurar outra coisa.
Achei, num café simpático (e julgando pelo visual, caro), metade de uma pizza de mussarela, e lá fui eu.
O valor era acessível, ela chegou quentinha, e era gostosa, nada surpreendente (a que comi em Tucumán é bem melhor), mas para o horário e a fome, caiu bem. Só a massa que achei meio grossa.


No dia seguinte, fomos viajar, para Purmamarca e para as Salinas.
Purmamarca é uma das cidades mais interessantes e lindas que eu já conheci.
Quando, há alguns anos atrás, conheci a Patagônia Argentina com a minha irmã, achei que tinha conhecido o que de mais belo o país tem. De mais selvagem, intocado e diferente. Quase rolamos pra Antártida, chegamos na última cidade antes, e é demais.
Mas ledo engano meu.
A direção oposta do país tem montanhas e mini cidades tão belas e inebriantes quanto.
Claro que diferentes, mas sem dúvida é um lugar que eu também quero voltar.


Depois de andarmos um pouco por lá, pegamos um táxi, rodamos uma hora e pouco, e chegamos nas salinas.
Gente, que coisa mais INSANA.
A paisagem até lá é acachapante, são montanhas e mais montanhas lindas, diferentes umas das outras, cores e formas que eu nunca tinha visto antes.
Tinham momentos em que a gente não sabia pra qual lado do carro olhar.


Subimos mais de 4000 metros de altitude, e depois descemos um pouco para chegar no deserto de sal.
Inclusive na volta, eu estava cochilando, acordei, e comecei a espirrar loucamente. Quando abri os olhos, estava a Lícia rindo, porque estávamos literalmente atravessando uma nuvem, no meio da serra.
Experiência única, não dava pra ver nada.


Depois de todo esse tempo, voltamos para Purmamarca no final da tarde já, para comprar algumas lembrancinhas e dar umas voltas antes de pegar o ônibus.
A cidade, conforme anoitece, fica ainda mais charmosa e interessante.
E claro, a fome bateu em nós com toda força.
Aqui na Argentina come-se muito doce, além de muito presunto e carne de maneira geral.
Mas acho que comem mesmo mais doces, risos.
Enfim, nem um nem outro me agradam de verdade.
Até que vimos alguns moradores com churrasqueiras no meio das ruas, fazendo pães assados, e algo que parecia uma grande empanada.
Fomos perguntar, e sim, eram empanadas!


Todas era de queijo e presunto, como de se esperar, mas perguntei pra moça se seria possível uma apenas de queijo, e eis que, SIM!
E feita na hora.


Gostei bastante.
Aqui, de uma maneira geral, é muito típico da alimentação local "pan y mate", tanto é que vi as pessoas comprarem mais os discos só de massa do que as empanadas.
Porém, não estou, digamos que, acostumada a comer pão puro, então, claro que preferi a empanada.
Por quinze pesos, um valor bem tranquilo, uma comida típica, fresca e muito gostosa.

Saldo da viagem: faria de novo!

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