terça-feira, 28 de abril de 2015

Zapalittos, quero vocês pra minha vida.

Fazia um tempo que eu estava enrolando pra preparar um zapalitto releno (recheado), eis que hoje fui fazer isso.
Esse legume nada mais é do que uma abobrinha redonda e simpática.
Parece um jiló gigante, mas não tem nada a ver.


Existem várias maneiras de prepara-lo, mas eu quis rechear, desde o começo.
Achei que fosse mega difícil tirar o meio dele, mas que nada, é bem molinho, foi bem tranquilo.
E claro que a parte interna vai junto com o recheio também.


Para incrementar o recheio, usei tomate, cebola, alho e cenoura.
Primeiro refoguei a cebola e o alho, e depois tudo junto.
Mas fiquei encucada que o recheio diminuiu bastante, e como tinha feito algumas torradas, parti e coloquei junto também.
Temperei com chimichurri, mas você pode temperar com o que quiser.
E coloquei algumas tiras de queijo mussarela, mas é dispensável.

Almocei hoje com arroz, juro que me surpreendi como isso é simples, e MUITO gostoso.
Sabia que era bom, mas nem tanto.

Recheei o zapalitto, coloquei no forno, deixei por volta de 30 minutos (poderia ter deixado mais, mas almocei tarde e estava com muita fome), e pronto!
Me lembrei das abobrinhas brasileiras recheadas que eu fazia no Brasil, muito boas também, só que dão o triplo de trabalho pra tirar o miolo.

Resultado: muito mais que aprovado, no próximo mercado vou comprar novamente, o custo benefício é ótimo.

Ps: as fotos manchadas são culpa do celular, preciso carregar a máquina, hehe.

terça-feira, 21 de abril de 2015

Jujuy, Purmamarca, Salinas, e comida de rua

E então, depois de várias horas de viagem e atrasos, chegamos em Jujuy, uma cidade aqui perto, dentro da província de Tucumán.
Chegamos cansadas, e claro, com muita fome.
Jujuy é uma cidade histórica, linda, montanhosa, pequena, e perto de Tucumán. Em torno de 240 mil habitantes.
O turismo lá é bem forte, há montanhas lindas, e também, bem perto está a quebrada de Humahuaca, que faz muito sucesso.


Andando pela cidade a noite, encontrei várias opções para me alimentar, mas a maioria gira em torno da carne, então restaram poucas.
Na frente do hostel que ficamos tinha uma lanchonete que oferecia lanche vegetariano, mas era meio caro, e como estudante que sou, fui procurar outra coisa.
Achei, num café simpático (e julgando pelo visual, caro), metade de uma pizza de mussarela, e lá fui eu.
O valor era acessível, ela chegou quentinha, e era gostosa, nada surpreendente (a que comi em Tucumán é bem melhor), mas para o horário e a fome, caiu bem. Só a massa que achei meio grossa.


No dia seguinte, fomos viajar, para Purmamarca e para as Salinas.
Purmamarca é uma das cidades mais interessantes e lindas que eu já conheci.
Quando, há alguns anos atrás, conheci a Patagônia Argentina com a minha irmã, achei que tinha conhecido o que de mais belo o país tem. De mais selvagem, intocado e diferente. Quase rolamos pra Antártida, chegamos na última cidade antes, e é demais.
Mas ledo engano meu.
A direção oposta do país tem montanhas e mini cidades tão belas e inebriantes quanto.
Claro que diferentes, mas sem dúvida é um lugar que eu também quero voltar.


Depois de andarmos um pouco por lá, pegamos um táxi, rodamos uma hora e pouco, e chegamos nas salinas.
Gente, que coisa mais INSANA.
A paisagem até lá é acachapante, são montanhas e mais montanhas lindas, diferentes umas das outras, cores e formas que eu nunca tinha visto antes.
Tinham momentos em que a gente não sabia pra qual lado do carro olhar.


Subimos mais de 4000 metros de altitude, e depois descemos um pouco para chegar no deserto de sal.
Inclusive na volta, eu estava cochilando, acordei, e comecei a espirrar loucamente. Quando abri os olhos, estava a Lícia rindo, porque estávamos literalmente atravessando uma nuvem, no meio da serra.
Experiência única, não dava pra ver nada.


Depois de todo esse tempo, voltamos para Purmamarca no final da tarde já, para comprar algumas lembrancinhas e dar umas voltas antes de pegar o ônibus.
A cidade, conforme anoitece, fica ainda mais charmosa e interessante.
E claro, a fome bateu em nós com toda força.
Aqui na Argentina come-se muito doce, além de muito presunto e carne de maneira geral.
Mas acho que comem mesmo mais doces, risos.
Enfim, nem um nem outro me agradam de verdade.
Até que vimos alguns moradores com churrasqueiras no meio das ruas, fazendo pães assados, e algo que parecia uma grande empanada.
Fomos perguntar, e sim, eram empanadas!


Todas era de queijo e presunto, como de se esperar, mas perguntei pra moça se seria possível uma apenas de queijo, e eis que, SIM!
E feita na hora.


Gostei bastante.
Aqui, de uma maneira geral, é muito típico da alimentação local "pan y mate", tanto é que vi as pessoas comprarem mais os discos só de massa do que as empanadas.
Porém, não estou, digamos que, acostumada a comer pão puro, então, claro que preferi a empanada.
Por quinze pesos, um valor bem tranquilo, uma comida típica, fresca e muito gostosa.

Saldo da viagem: faria de novo!

sábado, 18 de abril de 2015

Sumiço, salada com soja enlatada e mais um pouco de tudo

Olá, galera!
Passei alguns dias sumida porque viajei para alguns lugares próximos de Tucumán.
Logo menos tem um post sobre, incluindo comidas itinerantes, e montanhas coloridas, aguardem!

Hoje vou falar sobre uma salada DELICIOSA que fiz!
Uns dias atrás eu estava no mercado fuçando. Tinha minhas coisas para comprar, mas eu gosto de passar pelos corredores vendo o que tem de interessante, principalmente quando é algum mercado que eu não costumo ir, que era o caso desse, o Carrefour daqui.
E aí, encontrei soja já cozida, em lata. Não cheguei a ver isso no Brasil, mas deve ter.
Na hora pensei que não compraria, porque ela devia ter mil conservantes e não seria gostosa como quando cozinho na hora.
Porém, como eu nunca tinha provado, e minha curiosidade é enorme, então resolvi trazer. E também pensei num hipotético momento de desespero, desses que não dá tempo de esperar a soja cozer, nesse caso, ela seria útil.

Abri a lata e a aparência é parecida com milho em lata, escorri a água e experimentei a soja.
Um pouco cozida demais pro meu gosto, sempre deixo ela bem al dente, gosto dela crocante.
(Ah, o kibe da cozinha, que saudades!!!!)
Mas exceto isso, é boa.
Fui fazer salada, e quando faço salada de grãos, seja soja, grão de bico, feijão branco e afins, gosto de colocar muuuuuuuuito legumes.
Mesmo porque os legumes só aumentam o teor nutritivo da minha refeição.
Coloquei repolho roxo, vagem, batata, pepino, cenoura, ervilha, milho, cebola, tomate, azeitona, alface, e alho.
O milho eu refoguei com cebola, azeite e alho antes, isso deu um toque único pra salada.
Depois juntei tudo e temperei usando vinagre e sal.

Resumo da ópera?
Almocei e passei um bom tempo depois sem sentir fome, foi uma refeição bem nutritiva.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Kaese Spatzle (comida austríaca/alemã) na Argentina.

Quando eu era jovem, há mais de dez anos atrás, conheci menina Karo, que veio da Áustria morar algum tempo no Brasil.
Ficamos bem amigas, a considero minha prima. E também conheci sua mãe, Karla. Senhora doce, muito comunicativa, que saudade imensa das duas.
E foi nessa época que aprendi a comer, a gostar, e depois a fazer esse prato que desde então nunca mais esqueci e sempre faço.
É mais ou menos assim: eu lembrei, tenho que fazer, não dá pra esperar.
Karla que me ensinou os processos, sem que eu falasse uma palavra em alemão e ela em português, pessoas muito nobres de alma as duas.
Ainda quero, com certeza, vê-las novamente.

Karo me explicou, nos primórdios de nossa juventude, que o nome "kaese" se refere a queijo e que "spatzle" é a massa, como Karo me corrigiu agora pouco! E essa massa caseira deles também é servida com carnes.
É uma massa feita com farinha, ovo e sal, comumente.
Ontem fuçando descobri que existe kaese de espinafre, é claro que quero fazer, mas, não dá pra ser agora.

Quando a Karla estava me ensinando, achei bem curiosa a maneira como ela fazia os "fios de macarrão", eram na tábua de madeira.
E que agilidade, porque até hoje, de todas as vezes que fiz, jamais consegui fazer rápido na tábua.
Está um pouco ruim a qualidade, mas é mais ou menos isso.


Ela me explicou também, e inclusive chegou a me mostrar e utilizar, um aparelho específico para o prato, é como um ralador, bem mais prático.
Já ouvi dizer que as pessoas tradicionais fazem na tábua, mas em contra partida, pesquisando, vejo que o aparelho é bem utilizado também.
A foto está pequena (poxa, ando mal de fotos, hein??), mas é uma ilustração do ponto da massa, do aparelho.
Na imagem utilizam leite, mas pra mim nunca usei e nem pretendo.


Quando comecei a fazer, as meninas do Sul do Brasil reconheceram, e disseram que suas famílias fazem, porém, elas usam outro nome, "Cless", e também me explicaram que lá o formato é diferente, é em bolinhas, e geralmente ele é servido com carne e molho.


Porém, o meu querido é com queijo mesmo, e cebola por cima.
Como obviamente não tenho o aparelho certo aqui, e nem exatamente habilidade para usar a tábua, usei um garfo mesmo, puxava fios da massa e deixava cair na água fervendo.
O preparo é bem rápido, ela cozinha em pouco tempo. Depois, dou uma salteada nos "spatzle", com a frigideira, e monto camadas dele e queijo, alternadas, e colocando a cebola por cima.
Queria ter colocado salsa, porém, além de ser caro, não tinha no mercado ontem.
Usei mussarela e o queijo cremoso daqui.

Sobre versão vegana, sim, é perfeitamente possível substituir o ovo da receita (linhaça, banana), e, por exemplo, utilizar queijo vegetal.
Deve ficar muito gostoso e saboroso.
Pensei, sobre uma versão vegana, em amêndoas laminadas em cima, nozes, ou castanha do pará.
É possível usar também queijo cremoso de mandioca embaixo, hum....!!
Ok, vou parar por aqui, porque se eu continuar, lá me vou de novo no mercado comprar mais comida e fazer a versão vegana, hehehe.

Como as fotos acima, a foto do meu prato não ficou das melhores, estava escuro já, e minha máquina não quis colaborar.

Abraços!

domingo, 12 de abril de 2015

As empanadas, agora sim, bem feitas.

Como eu havia comentado, minha primeira tentativa de fazer empanadas não deu certo, graças ao forno magnífico daqui da casa.
O pessoal diz que ele funcionava, mas comigo não rolou.
Algum dia desses vou ligar ele novamente, deixa-lo uma meia hora ligado, sem nada dentro, pra ver se vai.

As primeiras empanadas que fiz, "terminei-as" nas bocas do fogão, e só não ficaram piores porque os ingredientes usados são ótimos. Mas ficaram ruins.
Fiquei inconformada que não consegui assa-las, e fui pesquisar sobre empanadas fritas, já desanimada, achando que isso seria invencionice minha, que aqui elas fossem servidas única e exclusivamente assadas.
Engano meu, os hermanos também fritam as bichinhas!
Fiquei feliz, porque se fazem isso, sinal que ruim não ficaria.

Há uns dias atrás, eu e Lícia comemos empanadas assadas num local perto da faculdade, "Los Gauchitos", e eu trouxe um panfleto deles.
É curioso que cada sabor aqui em um formato específico, tenho observado, e todos os lugares são assim, mantendo uma certa hegemonia, inclusive.
Fuçando pela internet, vi muitas receitas com formatos diversos, parece que o pessoal gosta muito de brincar disso.
Então, a primeira foto é do mini cardápio do restaurante, pra vocês terem uma ideia.
Eu estava sem máquina, mas quando comer na rua de novo, fotografo e posto.

No mercado, não é absurdamente cara a massa para as empanadas, o que é mais caro é o queijo.
Na segunda foto, a massa e o queijo, cebola eu tinha aqui.

Quero fazer uma versão com espinafre, com brócolis, pra testar também.
Aqui não se encontra empanada vegana, mas é perfeitamente possível adaptar a receita (quem sabe, A Cozinha da Maria não resolve incorporar essa novidade ao cardápio?).
O queijo aqui é coisa de outro mundo, existe uma variedade incrível, e esse queijo que comprei casa mais que bem com a cebola.

Montei as empanadas brincando um pouquinho com o formato delas, não fui exigente com isso, só brinquei mesmo.
A massa é muito fácil de manipular, é bem tranquilo fazer empanadas.
E eu estava MUITO curiosa com o resultado frito, porque nunca tinha comido dessa maneira.
Quando ela é assada, fica durinha nas pontas, onde tem mais massa, e mais mole onde tem o recheio.
Ela frita, pela deusa! Fica demais, demais mesmo.
A massa fica extremamente leve, um pouco aerada, não tem nada a ver com o nosso pastel, quanto a gosto, embora o aspecto possa lembrar.
É coisa de outro mundo, me surpreendi demais com o resultado, e nem preciso dizer nada da junção do queijo com a cebola, né.
Não sei MESMO dizer qual versão prefiro, a assada ou a frita.

Só as fotos que não ficaram as melhores, mas o gosto ficou, hehe.

Além de doce de leite, os hermanos manjam muito das empanadas!

sexta-feira, 10 de abril de 2015

O almoço em meio a correria

Esses dias comentei que o casal do México, Emílio e Cythia haviam me perguntado sobre a polenta cremosa, e fiz essa semana.
A polenta aqui é bem menos amarela que no Brasil, mas gostei bastante também.
Refoguei alho, cebola, usei berinjela, milho, tomate, vagem, batatas, pimentão, e temperei com ervas.
Os dois provaram, e gostaram bastante, fiquei bem feliz.
E como quase tudo que faço sobra, RISOS, hoje comi ela no almoço de novo, e acompanhei com um mini omelete com berinjela e ervilhas, além, de uma salada de repolho e cebola, básica.

Ontem comprei tapas para fazer empanadas, um prato típico daqui, que eu havia comido essa semana perto da minha faculdade, mas não levei a máquina e acabei não fotografando.
Comprei o belo e gostoso queijo cremoso, como esse trem é bom, e tinha cebolas.
Porém, não cheguei ao resultado esperado, esse final de semana vou fazer novamente, e aí venho aqui fazer um post apenas sobre as empanadas, que aliás, são demais!

Nas fotos, a polenta, o omelete e a salada!


quinta-feira, 9 de abril de 2015

Dulces

Se tem um negócio que eu Bauru eu como muito raramente, esse negócio é doce.
Não sou fã, não faz diferença pra mim, passo tempos e tempos sem comer, ás vezes como porque alguém me oferece, não tenho muito contato.
Quando tenho vontade de doce, geralmente tomo sorvete.
De verdade, é um negócio que pra mim passa batido.

Mas sei sei o que houve, foi pisar em solo argentino e isso começar a mudar.
Os argentinos são verdadeiros formigões, é incrível. No avião, 98% do lance servido é doce, nos kioskos 98% da comida vendida é doce, por aqui, tudo é doce por todo lado.
Na verdade, eu acho que sei o que houve que tenho comido doce, o fator novidade.
Assim com o milho aqui é diferente, a batata também é diferente, a vagem, etc (acho inclusive melhores, mas temo a Monsanto, a porcaria da multinacional da agricultura que domina tudo nesse país, e inclusive domina o uso de agrotóxicos e alimentos transgênicos...), os doces haveriam de ser também.
Conversando com amigos que moraram aqui, e que estão aqui antes de mim, ouço muito sobre doce de leite.
Nunca fui chegada, como eu disse, eu não gosto de doce. Mas é claro que quis comer.

No avião comi alguns alfajores da Havana, que eu já conhecia, e bolachas de laranja e limão, e foram ótimos. Só não fotografei porque sou um gênio e esqueci.
Chegando aqui em Tucumán me atacou uma loucura por alfajor, que não sei da onde veio.
O primeiro que comprei foi um da Terrabusi, quando eu estava perto da praça 9 de julho.
Ele é envolto a uma camada de açúcar de confeiteiro, e recheado de doce de leite.
Delicioso, não tenho o que falar.

Pelas andanças no centro, comprei um da Arcor também, que embora ela esteja no Brasil, esse alfajor que comprei é de flocos de arroz e cereais, diferente da maioria aqui.
Acredito eu que seja livre de glúten.
Envolto a chocolate, e recheado de doce de leite também.
Pra quem quer algo mais leve, é ótimo, gostei bastante.

E ontem resolvi ir a uma sorveteria aqui perto, "Grido".
É uma rede, isso já não me anima, porque 99% do que conheço de alimentação por franquia, é uma bela merda.
Mas estou aqui para experimentar, vai que fico pagando a língua por aí, né? Adoraria.
Mas não paguei.
Pedi uma bola de sorvete de maracujá e uma de doce de leite.
Sabe "kisuko" do Carrefour? O de maracujá parece isso, bem ruim e completamente artificial. E olha que aqui em Tucumán tem uma fruteria a cada esquina, desculpa por não ter fruta disponível não cola.
Mas cola o fator capitalismo, sempre.

O de doce de leite é bem melhor, não chega ao que eu costumo chamar de decente, mas é bem melhor.
Realmente, los hermanos manjam do tal do doce de leite, pelo visto.
Conversando ontem com o Benito, ele me disse que só tomava os sorvetes a base de água porque tem alergia a lactose, e minha intenção não é ficar comendo doce de leite como maluca, não só porque também tenho algum grau de alergia a lactose, mas porque prefiro sorvete a base de água, tenho mil motivos pra isso, vocês devem imaginar.
Porém, Benito me disse que os de fruta nessa sorveteria são todos bem parecidos.
Ou seja, tomar sorvete lá de novo, só se a vontade comer doce for bem grande, ou a preguiça bem grande, ou enfim, algum motivo principal que não seja o sabor, hehe.

Mas é claro, conhecer é sempre positivo!


Ah, o chocolate em volta era bem gostoso, a casquinha e a bolachinha estavam crocantes.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

El desayuno

Como ontem não teve post, hoje ele é sobre o café da manhã!

Acordei relativamente cedo para quem está dormindo bastante, umas dez da manhã.
Tenho várias comidas aqui em casa, mas não é meu costume tomar café da manhã (assim como não é comer doce e andar com chinelo e meia, aliás, usar meia, mas tenho feito isso aqui, haha), então não me animei pra fazer nada.
Mesmo porque "minhas comidas" não são voltadas para as manhãs, inclusive preciso ir a uma fruteria comprar frutinhas, pois as minhas praticamente acabaram.

Porém, acordei com bastante fome.
Esses dias já havia pensado em ir para alguma panederia (padaria), mas não tinha tido oportunidade.
E hoje, era o dia e a oportunidade para isso.
Fui em uma bem perto daqui, é praticamente virar a esquina e chegar lá.
Vi algumas plaquinhas oferecendo dois pães e um suco de laranja pequeno, coisa de 20 pesos, entrei e pedi este.
Mas, comilona como sou, logo pude avistar outra placa que oferecia duas tortillas (algo como pão de forma prensado) com um suco que me parecia grande por 30 pesos, fui lá e mudei meu pedido.
Eu, com meu espanhol super ultra mega blaster master, com meu espanhol tucumano (sim, essa cidade difere muito do espanhol de Buenos Aires, da Espanha, da maioria dos locais) melhor ainda, imaginei que a atendente tivesse entendido.
Só não me atentei a perguntar se os "lanchinhos" tinham carne, e fiquei com preguiça de me levantar e ir perguntar, concluí que se tivessem, eu tiraria, como já fiz dezenas de vezes por aí.

Eis que chega meu café da manhã.
Que coisinha mais linda, dois pãezinhos, um xícara considerável de mate (uma puta tradição Argentina), um copo de água com gás e um mini suco de laranja.
Olhei e pensei; "Caceta, a moça não me entendeu e eu não entendi ela, hahaha, vamos que vamos. Mas... esses pães sem nada para que eu possa passar? Claudia, tofupiry cê num vai achar, nem creme de tremoço, mas cê pode pedir uma manteiga... ah, desencana e larga a mão de ser trouxa, bora degustar o alimento."
Comi, delicinha, tudo fresco, bem gostoso, e não precisei de nada para passar nos pães, porque o que eu mais tinha ali eram líquidos.
O suco de laranja deixei por último, era naturalzão, cheio de gomos, muito bom.

E fui pagar.
Imaginava eu, que seria coisa de 20, 30 pesos.
A moça disse "diez", exclamei: "DEZ? Ô LOUCO", hahahaha.
Aí lembrei que eu não estava no Brasil e que ela, obviamente, não me entendeu.
Paguei, elogiei e agradeci.

Mesmo o país estando bem caro, ainda é possível ainda encontrar boas coisas a preços módicos, fiquei bem feliz.
Agora já sei onde desfrutar mi desayuno, perto de casa, ótimo, e barato.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Milanesas de soja, e sim, ALHO.

Primeiramente, preciso dizer que comprei ALHO.
Sim, vocês leram certo, comprei ALHO.

Estava desde que cheguei sem ALHO (tá, parei, hehe), e hoje fui ao mercado novamente, comprar algumas coisas, e aproveitei.
Eu tinha comentado também que precisava comprar algum tempero, porque em casa tenho meu arsenal, e isso aqui me faz MUITA falta.
Porém, como já disse, mercado aqui é bem caro, então comprei chimirruri, pra ir suprindo minha necessidade de temperos, por enquanto.

Tinha visto também no mercado aqui perto, vários congelados vegetarianos e alguns veganos, principalmente hamburguers, e milanesa.
Hoje resolvi comprar uma para experimentar, de soja, é um empanado.
Normalmente eu a faria assada, mas como aqui a cozinha é bem limitada, acabei fazendo-a frita mesmo.
Adorei o resultado, muito gostosa. E o pacote com 4 equivale a cerca de 10 reais no Brasil, 30 pesos aqui.
Primeiro que não é comum ver esse tipo de prato lá, onde moro pelo menos, segundo que com certeza sairia mais do que 10 reais.

Pra acompanhar, fiz um arroz com muito ALHO (hehehehe), e uma salada, faziam alguns dias que eu não comia folhas, e estava com muita vontade.

Ah, tenho comido vários tipos de alfajor, para mais pra frente fazer um post só sobre isso!

Saludos!

domingo, 5 de abril de 2015

Um final de semana.

Domingo é domingo em todo lugar, né?
Planejei acordar cedo hoje e ir fazer mais algumas fotos, mas ontem andei bastante, fazia tempo que não andava assim, e ainda por cima fui dormir tarde, ou seja, acordei preguiçosa.

Sábado a noite, eu atualizando meu currículo lattes, e o pessoal da casa na cozinha, festando.
Acho que já fui mais agitada, hehe.
Até que a Lícia me chamou para tomar um vinho, como eu já tinha feito algumas coisas de trabalho, e estava bem entediada, o convite caiu como uma luva, e lá fui eu.
Não sou de tomar vinho, muito menos entendo sobre, mas olha, foi um dos melhores vinhos que já tomei.
Vinho branco, frutado, suave, único, delicioso, de verdade.
Lícia me explicou que é o vinho preferido do avô dela, e dela também. Eles são de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, e pela proximidade com a Argentina, é bem fácil encontrar esse vinho por lá.
A garrafa hoje está quase 30 pesos aqui, o que não é caro, no Brasil custa mais, mas já chegou a custar o equivalente a SEIS REAIS.
Inflação, esse mal que nos assola.

Obrigado, Lícia, muita boa a sua companhia, e o vinho!

Voltando a preguiça dominical, cogitei comer um pão com alguma coisa no almoço, mas eu me conheço, eu mesma ia me irritar.
Até que fui pegando algumas coisas que ainda tenho aqui, e resolvi fazer uma espécie de ovo mexido.
Usei um ovo, cenoura, cebola, ervilhas, e batatas com casca.
Ás vezes me surpreendo como coisas tão simples ficam realmente tão gostosas.

Dentre os moradores da casa, estão o casal Emílio e Cyntia, dois mexicanos, uma simpatia só.
Eles ficaram curiosos com o que preparei, me perguntaram, eu expliquei, eles provaram e gostaram! Muito legal!
E então conversamos um pouco sobre comida, eles me perguntaram como preparo a polenta, e embora existam várias maneiras, expliquei minha maneira preferida, polenta cremosa.
Os dois acharam bem curioso, e combinamos de quando eu for preparar, de avisa-los e ensinar, será bem legal.
Esses dias os vi preparar alguma coisa com batatas e abacates, vou perguntar também, creio que poderemos estabelecer ótimas trocas culinárias!

Nas fotos, o vinho, e o almoço de hoje.
As manchas pretas são do celular, a câmera estava sem bateria.

sábado, 4 de abril de 2015

Sobre cozinhar apenas para si mesmo

Que eu nunca gostei de cozinhar só pra mim, isso definitivamente não é segredo pra ninguém, hehe.
Acho chato, sabe? Tem momentos em que preciso cozinhar só pra mim que eu simplesmente compro alguma coisa pra comer, ou apelo e faço um miojo, atitude essa que faz com que eu me arrependa amargamente toda vez que faço isso.
Um dos meus maiores gostos em cozinhar é justamente ver a reação de cada um, ouvir o que cada um tem a dizer. Gosto esse que eu tenho que me controlar, se não fico pentelhando as pessoas com perguntas como "e aí?? gostou??", "mas tá bom mesmo? dá pra sentir a hortelã?", e etc, etc e etc.

Mas, aqui, por enquanto, cozinho só pra uma pessoa: eu.
O que também tem suas graças, tem seus mimos, vai.
Cozinhar passa a ser um cuidado extremamente pessoal, uma troca direta consigo mesmo.

Quando cheguei ao mercado, uma das coisas que me veio primeiro na cabeça, foram os grãos.
Fui ver se encontrava lentilha, e encontrei, tanto da partida como da inteira. Pelo preço, comprei a partida.
E ontem, fiquei matutando como eu prepararia a lentilha, e me decidi por algo que não costumo muito fazer: prepara-la com arroz.
O arroz, acabei comprando o branco mesmo, que eu particularmente gosto, e também para experimentar, afinal absolutamente tudo que cruzar meu caminho (preferencialmente vegano e não for carne), quero poder experimentar.

Não sei se comentei, mas a cozinha aqui é bem limitada em utensílios, não tem ralador, nem panela de pressão, por exemplo, muito menos xícara medidora.
E eu ali, na ânsia de cozinhar logo, cheia de fome, peguei uma caneca mesmo e medi a lentilha e o arroz. UMA DE CADA.
Hehe...
Isso alimenta uma família! A lentilha com arroz vai durar várias refeições ainda, mas ok, ficou uma delícia, então está ótimo.
O preparo foi convencional, refoguei cebola, depois os dois juntos, e coloquei pra cozer.
Meu próximo mercado não posso esquecer de comprar alho!!!!!
E também quero fuçar alguns temperos como os que sempre uso, noz moscada, pimenta do reino, orégano, pimenta síria, alecrim, manjericão, enfim, tudo o que eu puder encontrar e conhecer.

Mas o que fazer para acompanhar?
Ah, las papas!
No mercado as meninas disseram que é barato, e realmente, dos legumes, é dos mais baratos, e eu, como uma amante apaixonada a moda antiga, fui lá e comprei.
De vez em quando eu faço algumas traquinagens, sabe. Eu poderia muito bem ter cozido a batata, feito um purê, feito salteada, mas, NÃO. Eu as quis fritas, e assim as fiz.
Como sempre, não tiro a casca das batatas para quase nada, só lavo bem.
Mesmo porque, elas são ricas em vitamina c, ás vezes mais que uma laranja, tem potássio, e claro, fibras.
Inclusive achei-as um pouco mais fibrosas que as do Brasil, no geral, o que considerei bom.

Pra mentalmente aliviar um pouquinho a fritura, cortei um tomate também, e a tríade ficou perfeita.

Vida longa!

Abaixo, algumas fotos dos alimentos.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Adivinhem qual foi a primeira coisa que cozinhei?

Buenas tardes, chicos!

Já adianto que estou preparando um post sobre fazer mercado aqui na Argentina, e gastar váaaarios pesos, hehe.
Ontem comecei a escrever o post, mas como ele é longo e quero deixa-lo dinâmico, para que vocês não se cansem de ler, ainda não terminei.

Hoje vou postar a primeira comida que preparei aqui na casa, adivinhem qual é!
SIM, TALHARIM!
Sabe como é, a saudade da cozinha e do talharim diário está grande.

Quando fui no mercado, encontrei muitos tipos de massa, grano duro ou frescas, inclusive muitas variedades que nunca vi no Brasil.
Não sou exatamente especialista em macarrão, mas sou muito, muito exigente pra isso, então acabei adquirindo algum conhecimento.
Com certeza vou voltar ao mercado e comprarei alguma variedade de pasta que nunca comi, e claro, venho aqui contar para vocês.

Pois bem, tenho evitado ao máximo ingerir lactose, estou trabalhando para ter uma alimentação completamente vegana, é um processo de adaptação pra mim, nem tanto quanto ao paladar, mas muito mais quanto a acessos e costumes.
Sendo assim, fiquei lendo algumas embalagem de macarrão, e olha só que legal, a maioria delas não tinha huevos!
Sim, a maioria delas é livre de ovos!!!
Achei mais fácil encontrar macarrão apenas de sêmola aqui do que no Brasil, já que pra cozinha por exemplo, penei até achar uma boa marca que me oferecesse uma pasta vegan.

Além de não ter ovos, eu procurava também um preço acessível, já que acabei de chegar e estou administrando os gastos.
Fiquei em dúvida sobre qual comprar, cogitei macarrão parafuso, mas, como eu disse, além deu ser exigente, tenho minhas frescuras pra comer, e só gosto mesmo da salada de parafuso que minha mãe faz, cheia de palmito, ervilha, cebola, NHAM.
Frescura de gente maluca, eu sei, hehe.
Até que me deparei com a maravilha que comprei, esse talharim gigante, de espinafre!!!!
É muito bom pra cozer, não fica grudando, e também não demora.

Mas, ah, e o molho?
Eu estava bem cansada, porque fomos no mercado a pé e voltei cheia de sacolas, então queria algo fácil.
Imediatamente veio meu querido alho, azeite e ervas finas na cabeça, que sirvo na cozinha (que saudades!!!!!!).
Mas ainda não comprei ervas aqui, são bem caras, então não ia ficar a mesma coisa.
Ah, e gênia como sou, esqueci também de comprar alho. Ou seja, seria o clássico "chover no molhado".

Como eu tinha comprado milho (quanto amor ao milho!), era ele mesmo que eu ia usar!
Refoguei primeiro a cebola, por um tempo considerável, só não consegui carameliza-la, ainda não peguei as manhas desse fogão, e depois coloquei o milho. Refoguei também por um bom tempo.
A-M-E-I o milho daqui, é adocicado, os grãos são bem grandes, é bem diferente do Brasil.
E o que mais me surpreendeu, foi que nas terras tropicais é bem, mas BEM difícil encontrar milhos realmente bons no mercado, tanto é que sinceramente eu não esperava muita coisa das espigas que comprei.
LEDO ENGANO!
Agora já sei que milho do mercado é uma delícia.

Quero ir a uma fruteria, que são pequenos estabelecimentos que vendem a valores mais acessíveis frutas, legumes e verduras, e parecem ser mais frescos também. A cidade é lotada delas, e o engraçado é que elas ficam abertas até tipo 1 da manhã.
Aqui em Tucumán o comércio fecha a uma da tarde e reabre por volta das 5, o pessoal me explicou que tudo fica aberto até bem tarde por isso. É uma cidade bem noturna.
Pretendo também fazer um post só sobre as fruterias.

Enfim, aí vão as fotos da minha primeira experiência no fogão, abraços a todos!

quinta-feira, 2 de abril de 2015

A primeira real refeição

E então, depois de mais de 24 horas de viagem, entre ônibus, noite no aeroporto, aviões e táxis, finalmente cheguei ao meu destino final, San Miguel de Tucumán.
Quem lê a frase acima imagina que estou bem mais longe do que o real, né? Sim, eu imaginaria também.
Mas Tucumán fica na Argentina, perto do Brasil.

Cheguei na minha atual residência, uma casa de estudantes, pertencente a Universidad Nacional de Tucumán, e logo conheci o pessoal. Estamos entre brasileiras, mexicanos e mexicanas, e um norte americano, por enquanto.
Galera gente boa, super solícita, empatia logo de primeira.
Aliás, desde que cheguei no país, em Buenos Aires, todos me trataram muito bem, não tive dificuldades para nada. Achei que eu fosse travar completamente com a língua, mas descobri que tô melhor do que imaginava, bom sinal.

Tudo muito bem, muito novo, muito legal, MAS, a fome chegou.
Eu, gênia como sou, dormi em um dos voôs, e perdi uma das refeições da TAM, hehe.
Tá, não é um banquete, mas fez falta, já que comer em aeroporto é certeza em pagar um preço irreal, por comidas geralmente de plástico ou alguma massa com essência e conservantes.
Aliás, fazia tempo que eu não voava por essa empresa, e gostei do lanche deles que comi, o outro nem vi.
Era um mini alfajor, uma bolacha recheada de naranja, e um pequeno pacote de bolachinhas de queijo, tudo da Havan.
Para um vegano, há problemas, mas para um vegetariano, achei um avanço, já que em voôs tive que tirar muito presunto e comer pão puro.
Mas claro que não é o suficiente para manter essa pessoa minúscula que sou.
Como cheguei na residência quase as 23 h, o mercado estava a cinco minutos de fechar, e eu dificilmente chegaria lá a tempo, e a outra saída ou eram os kioskos (pequenos quiosques que vendem de tudo, barras de chocolate, alfajores, salgadinhos, cigarros, refrigerantes, chaveiros e etc) ou o posto de gasolina, que é 24 h. Mas quem já morou aqui, como o querido Benito Sbruzzi, me disse que lá é o último lugar pra ir comprar comida, por preço e variedade.

O pessoal da casa, como disse, é bem legal, e me ofereceram comida, a Lícia me cedeu um pão, queijo e maionese, mandei pra dentro, e ufa, pude respirar!
Só que eu sou uma criatura que quando tá com fome, come de verdade, e claro que eu não iria acabar com a comida das pessoas, aí resolvi pedir uma pizza.

Primeiro embate: preço.

Sim, a Argentina infelizmente está bem cara, inclusive convertendo pro real, a maioria das coisas aqui acabam saindo mais caro que no Brasil.
Não eram os meus planos logo de cara, mas ou eu pedia pizza, ou ia dormir com fome e não ia conseguir dormir. Ou ia no posto e não ia encontrar nada.
Num vai e vem, a Gabi me passou alguns locais, e a Bárbara, que é mexicana, ligou pra mim e pediu uma pizza vegetariana.
Vai que eu ligo, fico nervosa e não sai um "a"? Hehe.
Bobeira, depois eu tive que ligar e perguntar se já tinha saído e foi tranquilo.

Gostei muito da pizza daqui, comprei uma pequena, que são 4 pedaços grandes, inclusive ontem só comi dois (milagre!!!!), e hoje comi os outros dois.
Muito gostosa, massa bem fina, cheia de pedaços de tomate, bastante orégano, uns cogumelos enormes, que pelo tamanho e cor, achei que fossem shitake, mas eram champignon, está ótimo também.
E o queijo era mussarela e provolone, sinceramente achei melhores do que os queijos que comemos nas pizzarias brasileiras.

Não sei se dei sorte, porque amigos e conhecidos já haviam me dito que não gostaram da pizza Tucumana, mas, gostei, e muito.

O único problema, é que pra comer outra dessas, vai demorar, hehe, já que ela me custou 78 pesos.
O que, em real, se tiver 3:1 dá cerca de R$ 26,00, e se tiver 4:1, dá cerca de 19 pesos.
Mas, procuro não pensar tanto em real, já que aqui, recebo em pesos.

Saldo: a foto da pizza não está boa, mas ela estava!