Boa tarde, galera!
Sumi, né? Hehe
Pois bem, tem vários posts na manga, vou tentar ir fazendo aos poucos.
Toda a galera da casa foi embora, restou só eu, Gabi e Aaron.
E aí, o que a gente mais tem feito?
Comido e bebido, é claro!
O post de hoje é sobre o dia de ontem.
Gabi e eu fomos ao centro pela manhã, e ela tinha comentado há um tempo já, que havia uma casa de massas por ali, perto da faculdade dela.
Na hora que estávamos indo embora, lembrei disso, e lá fomos nós, ao Palermo.
É um lugar incrível. As massas são feitas na hora, o básico, farinha, ovo, sal e sêmola.
O pessoal trabalha a vista de todos, é bem limpo, e a variedade é enorme, canelone, lasanha, ravioli, sorrentino.
Os preços são salgados, claro, mas olha, dá vontade comprar tudo.
Eu e Gabi enlouquecemos, ENLOUQUECEMOS!
Só que como não nos programamos em ir lá, não estávamos com muito dinheiro, então optamos por algo mais simples.
Eu queria ter tirado foto de tudo, mas a funcionária que atendeu a gente estava com pressa, fiquei encabulada de explicar o porque eu queria fotografar e etc.
Compramos duas caixas de ravióli de ricota.
Passamos no mercadinho ali perto, compramos molho, e viemos pra casa cozinhar!
A massa é de uma delicadeza ímpar.
Realmente fresca, veio bem enfarinhada, muito bem montada, pra cortar tive que fazer isso bem devagar, porque ela é frágil
O molho, fiz o clássico vermelho, tomates, alho, cebola, salsinha.
O cozimento foi rápido, deixei al dente.
E o resultado final? SENSACIONAL.
Eu e Gabi comemos um absurdo de comida, e até aí, não íamos repetir esse feito na janta, né?
Por uma questão de bom senso, ou porque esses dias temos comido várias "porcarias", comida chatarra (como Franco corrigiu), como se diz aqui.
MAS, eis que surge o senhor Franco, argentino muito querido por nós, com a ideia de fazer o "arroz do Franco", como ele gosta de chamar.
Pra quem é chegado numa boa comida, claro que ninguém negou.
E tem um ponto lindo nisso: Franco é vegetariano.
Só faltou o menino Aaron no jantar, ele saiu enquanto tínhamos ido comprar algumas cervejas, :(
Eu bem que tentei tirar foto do passo a passo, mas o menino Franco cozinha muito rápido, então, não consegui.
Os cogumelos que ele usou, são de Bariloche, pelo que eu entendo, eram shitake.
Estavam desidratados, ele só colocou na água pra reidratar.
O início do preparo foi picar cebola, alho e refogar na manteiga.
Depois ele colocou os cogumelos, refogou mais, fez uma mistura de água, caldo de legumes e vinho branco, creme de leite, e colocou o arroz.
Como eu disse, o menino cozinha muito rápido e foi impossível tirar foto de tudo, haha.
Franco disse que o vinho no es muy rico, mas até agora não tomei vinho ruim nesse país, mesmo que fosse o mais barato.
Ah, claro, no final ele colocou salsinha fresca também, o que, na minha opinião, faz toda a diferença.
E sim, queijo ralado por cima.
O resultado?
Sincero?
Foi o melhor risoto ao funghi que comi até hoje, e Gabi diz o mesmo.
Obrigado, guri!
Maria na Argentina
Andanças gastronômicas e culturais pela terra dos nossos hermanos e América do Sul.
quarta-feira, 29 de julho de 2015
terça-feira, 30 de junho de 2015
Tafi del Valle, locro, lhamas fugitivas e pimenta.
Logo que chegamos aqui, coisa de primeiro mês, programamos ir visitar Tafi del Valle, mas como estudantes de férias da vida real, perdemos a hora no dia e não fomos, haha.
Pois bem, esse último sábado resolvemos ir, a Bárbara está para ir embora e deu um acelero no pessoal, funcionou.
Tafi é uma cidade pacata, dentro da Província de Tucumán, onde há um lago, lhamas, comidas típicas, e claro, muitas lojinhas de artesanatos.
Chegamos e fomos andar pela cidade pra conhecer.
Todos dizem que o lugar é extremamente frio, mas nesse dia realmente não pegamos frio nenhum.
Até saímos de casa encapotados, mas que nada!
Decidimos ir ao lago, mas antes fomos almoçar.
Rodamos alguns restaurantes até decidirmos por um que estava quase vazio.
Várias coisas típicas no cardápio, dentre elas, humita (milho ralado, pimentão, cebola, manjerona), que eu quis pedir, mas não tinha.
Claro que quem é vegetariano só toma no nariz, né? Hehe.
Logo que sentamos, a garçonete trouxe a entrada.
Era como um antepasto de lentilha com grão de bico e pão.
Gostoso, porém, BEM seco. Na minha opinião, faltou molho ali.
Também pedimos cerveja, e junto com ela veio também outra entrada, para harmonizar (risos!).
Típica de boteco, aliás, que saudades de um bom boteco pra sentar no balcão, conversar com o dono e tomar umas cervejas bem geladas!
Pois bem, a Bárbara estava com vontade provar locro, então a garçonete trouxe uma pequena porção.
Na realidade, antes do prato principal me chamar a atenção, eu fiquei MALUCA só de ver a pimenta que tinha vindo junto.
Uma que pimenta ser servida dessa maneira, só quando é prato típico mesmo, já pedimos várias vezes e não tem, simplesmente não tem.
Outra que eu não sei o que houve comigo que eu estou mais maluca que o normal por pimenta, e cada vez que vou na fruteria e não tem eu saio triste, enfim, babei.
Na foto o vermelho do molho saiu mais escuro, mas é coisa linda demais.
Não é nem um pouco forte (depois atolei meu almoço de pimenta e não morri), mas é bem saborosa.
É basicamente acete, páprica, manjerona, louro e pouca ardência.
Tirei essa foto da pimenta na batata pra ver se a cor saía melhor, mas não adiantou.
É que, realmente, o negócio é bem saboroso e lindo.
Bom, voltemos ao locro, haha.
Existem várias maneiras de prepara-lo, mas o "comum" é com canjica amarela, pimentão, carne de vaca ou porco, e nesse caso, veio um chorizo em cima, que a Gabi, menina acostumada com carnes exóticas, experimentou e não adorou não, não terminou de comer.
Experimentei, claro que sem a carne, e a comida andina é bem gostosa, qualquer hora vou fazer uma adaptação vegetariana dela, talvez com shitake, glúten, enfim, alguma coisa eu invento.
Franco e eu, os vegetarianos da mesa, fomos de pizza.
Boa? Comível, como todas até agora.
Ah, e ele pediu também empanadas de queijo e cebola, ficaram simpáticas na foto.
Depois de perdermos um ônibus porque estávamos comendo, haha, fomos ao tal do lago.
É um bom lugar pra relaxar.
Gabi estava fissurada por tirar foto com as lhamas, que eram ariscas, tentou correr atrás delas, mas nada.
Esse foi o máximo de proximidade que conseguimos das bichinhas.
Enfim, até breve, Tafi!
Pois bem, esse último sábado resolvemos ir, a Bárbara está para ir embora e deu um acelero no pessoal, funcionou.
Tafi é uma cidade pacata, dentro da Província de Tucumán, onde há um lago, lhamas, comidas típicas, e claro, muitas lojinhas de artesanatos.
Chegamos e fomos andar pela cidade pra conhecer.
Todos dizem que o lugar é extremamente frio, mas nesse dia realmente não pegamos frio nenhum.
Até saímos de casa encapotados, mas que nada!
Decidimos ir ao lago, mas antes fomos almoçar.
Rodamos alguns restaurantes até decidirmos por um que estava quase vazio.
Várias coisas típicas no cardápio, dentre elas, humita (milho ralado, pimentão, cebola, manjerona), que eu quis pedir, mas não tinha.
Claro que quem é vegetariano só toma no nariz, né? Hehe.
Logo que sentamos, a garçonete trouxe a entrada.
Era como um antepasto de lentilha com grão de bico e pão.
Gostoso, porém, BEM seco. Na minha opinião, faltou molho ali.
Também pedimos cerveja, e junto com ela veio também outra entrada, para harmonizar (risos!).
Típica de boteco, aliás, que saudades de um bom boteco pra sentar no balcão, conversar com o dono e tomar umas cervejas bem geladas!
Pois bem, a Bárbara estava com vontade provar locro, então a garçonete trouxe uma pequena porção.
Na realidade, antes do prato principal me chamar a atenção, eu fiquei MALUCA só de ver a pimenta que tinha vindo junto.
Uma que pimenta ser servida dessa maneira, só quando é prato típico mesmo, já pedimos várias vezes e não tem, simplesmente não tem.
Outra que eu não sei o que houve comigo que eu estou mais maluca que o normal por pimenta, e cada vez que vou na fruteria e não tem eu saio triste, enfim, babei.
Na foto o vermelho do molho saiu mais escuro, mas é coisa linda demais.
Não é nem um pouco forte (depois atolei meu almoço de pimenta e não morri), mas é bem saborosa.
É basicamente acete, páprica, manjerona, louro e pouca ardência.
Tirei essa foto da pimenta na batata pra ver se a cor saía melhor, mas não adiantou.
É que, realmente, o negócio é bem saboroso e lindo.
Bom, voltemos ao locro, haha.
Existem várias maneiras de prepara-lo, mas o "comum" é com canjica amarela, pimentão, carne de vaca ou porco, e nesse caso, veio um chorizo em cima, que a Gabi, menina acostumada com carnes exóticas, experimentou e não adorou não, não terminou de comer.
Experimentei, claro que sem a carne, e a comida andina é bem gostosa, qualquer hora vou fazer uma adaptação vegetariana dela, talvez com shitake, glúten, enfim, alguma coisa eu invento.
Franco e eu, os vegetarianos da mesa, fomos de pizza.
Boa? Comível, como todas até agora.
Ah, e ele pediu também empanadas de queijo e cebola, ficaram simpáticas na foto.
Depois de perdermos um ônibus porque estávamos comendo, haha, fomos ao tal do lago.
É um bom lugar pra relaxar.
Gabi estava fissurada por tirar foto com as lhamas, que eram ariscas, tentou correr atrás delas, mas nada.
Esse foi o máximo de proximidade que conseguimos das bichinhas.
Enfim, até breve, Tafi!
terça-feira, 23 de junho de 2015
Couve de bruxelas e comida caseira.
Acho que comentei com vocês que andava um pouco desanimada pra cozinhar (e comer), pois é, isso ás vezes tem me feito comer qualquer coisa.
Porém, faltavam algumas coisas no meu andar da geladeira, e hoje depois da aula passei na fruteria aqui ao lado.
Estava ansioso por comprar las pimientas , desde semana passada (tá aí algo que eu tenho comido sempre), mas o dono não tinha, que pena!
Enfim, fui pedindo os legumes que gostaria, e nisso fui sapeando pela fruteria, até que ao lado dos milhos haviam algumas COUVES DE BRUXELAS.
Caceta, ainda essas semanas comentei com alguém aqui da casa que fazia MUITO tempo que eu não comida, e que estava com vontade.
Não deu outra, comprei logo várias.
Semana passada eu tinha comprado também uma berinjela que é chamada de "violeta de Florença", e peguei ela hoje pra preparar no almoço, no forno, com tomate, gratinada, separada dos outros legumes.
Mas almoço aqui é sinal de reunião, e papo vai, papo vem, enquanto eu preparava os legumes pra saltear e fazia arroz, a berinjela foi ficando por último, resolvi deixa-la pra depois.
Parei no milho, brócolis, tomate, alho, cebola, alho poró, cenoura e pimentão.
Era pra ter também vagem, couve flor e batatas, mas minha cabeça anda no mundo da lua, e mesmo levando lista pra fruteria, eu simplesmente esqueci de comprar.
Pois bem, por esses dias volto lá.
Faltaram também minhas semillas de chia e linhaça, elas acabaram ontem, logo vou comprar também.
Cortei e higienizei todos os legumes e fui salteando, a couve de bruxelas teve um preparo bem simples. Cozi ela com água e sal, e depois, junto com o brócolis, adicionei ao restante dos legumes.
E é claro que lasquei um mix de pimentas que comprei na fruteria, na falta das in natura, e salsinha.
Sobre o resultado?
Fazia tempo que não cozinhava algo TÃO gostoso assim, não sei o que fez o almoço ficar tão bom, nem a sopa de ontem que ficou deliciosa chegou aos pés desses legumes.
Vai entender, né?
Acredito muito que a comida transparece bem o que estamos sentindo no momento, e partindo desse princípio, é um sinal de que estou bem, haha.
Porém, faltavam algumas coisas no meu andar da geladeira, e hoje depois da aula passei na fruteria aqui ao lado.
Estava ansioso por comprar las pimientas , desde semana passada (tá aí algo que eu tenho comido sempre), mas o dono não tinha, que pena!
Enfim, fui pedindo os legumes que gostaria, e nisso fui sapeando pela fruteria, até que ao lado dos milhos haviam algumas COUVES DE BRUXELAS.
Caceta, ainda essas semanas comentei com alguém aqui da casa que fazia MUITO tempo que eu não comida, e que estava com vontade.
Não deu outra, comprei logo várias.
Semana passada eu tinha comprado também uma berinjela que é chamada de "violeta de Florença", e peguei ela hoje pra preparar no almoço, no forno, com tomate, gratinada, separada dos outros legumes.
Mas almoço aqui é sinal de reunião, e papo vai, papo vem, enquanto eu preparava os legumes pra saltear e fazia arroz, a berinjela foi ficando por último, resolvi deixa-la pra depois.
Parei no milho, brócolis, tomate, alho, cebola, alho poró, cenoura e pimentão.
Era pra ter também vagem, couve flor e batatas, mas minha cabeça anda no mundo da lua, e mesmo levando lista pra fruteria, eu simplesmente esqueci de comprar.
Pois bem, por esses dias volto lá.
Faltaram também minhas semillas de chia e linhaça, elas acabaram ontem, logo vou comprar também.
Cortei e higienizei todos os legumes e fui salteando, a couve de bruxelas teve um preparo bem simples. Cozi ela com água e sal, e depois, junto com o brócolis, adicionei ao restante dos legumes.
E é claro que lasquei um mix de pimentas que comprei na fruteria, na falta das in natura, e salsinha.
Sobre o resultado?
Fazia tempo que não cozinhava algo TÃO gostoso assim, não sei o que fez o almoço ficar tão bom, nem a sopa de ontem que ficou deliciosa chegou aos pés desses legumes.
Vai entender, né?
Acredito muito que a comida transparece bem o que estamos sentindo no momento, e partindo desse princípio, é um sinal de que estou bem, haha.
terça-feira, 16 de junho de 2015
Mirasoles y calzone.
Mais um tempo sem postar aqui, me desculpem!
É que várias coisas acontecem, e me tiram do chão, algumas BEM chatas, como os acidentes do Aran e do Jahpa.
Aliás, fica aqui meu salve e apoio pros dois, baitas caras que logo menos vão estar com a gente de novo!
Pois bem, eu estava há um tempo para ir jantar ou almoçar no Mirasoles, um restaurante aqui na avenida onde moramos.
Passo todo dia por ele, é bem aprazível, fica em um parque.
Então essa semana fomos, eu, Lívia e Lícia. Plena segunda feira.
Mas merecido, depois de várias coisas e para comemorar a distância o aniversário de duas mães, a minha e a da Lívia!
Pizza aqui, por enquanto, é algo um pouco difícil de cair no meu gosto, mas Lícia almoçou lá com sua família e disse que o calzone tinha massa feita na hora, não pré pronta, como é bem comum aqui, e é claro que eu quis ir conhecer de perto.
Logo que chegamos, o garçom vem trazer a entrada, coisa não tão comum por aí, lentilha e pão.
A lentilha funciona como um antepasto, e aliás, é deliciosa.
Outra coisa que nos encantou profundamente é a jarra de suco de laranja, natural, natural, NATURAL!!!!
Com gomos e sementes, e sem açúcar.
Dá vontade tomar a jarra toda de uma vez só, mas somos pessoas socialmente adequadas, então não fizemos.
Lívis pediu um hamburguer, que parecia do tamanho da fome dela, e estava lindo, até eu fiquei com vontade.
Mas claro que pra quem é vegetariano, essa opção possui algumas dificuldades.
Segundo ela, o lanche estava ideal, sequinho, o pão não estava duro, tudo na medida.
E pasmem, as batatas não eram congeladas. Isso é o que mais me surpreende.
Já Lícia estava há semanas numa vontade incontrolável de se acabar numa lasanha, que veio num prato gigante, linda, regada a molho, com uma respeitável taça de queijo parmesão.
Porém, ela não adorou como esperava porque a massa era de panqueca, não era a intenção.
E eu, como programado, fiquei no calzone.
Olha, bem bonita a aparência dele, viu?
Originalmente, no cardápio, vinha presunto, mas pedi para tirarem e tudo bem.
Realmente, a massa era bem gostosa, e os ingredientes de qualidade.
Mussarela, tomate, azeitona preta, orégano, simples mas extremamente gostoso.
A única sugestão que eu tenho é sobre as "bordas" do calzone, embora a massa seja realmente gostosa, elas poderiam ser menores.
Sobre preço, sem dúvida vale tudo, EXCETO o tal do "cubierto".
Resumida e superficialmente, essa história começou com valores que eram pagos para os garçons, mas no governo peronista isso foi proibido, porém, o recebimento desses valores continuaram, e é claro, passaram a ser exclusivamente dos restaurantes.
Nem todo lugar cobra, mas a maioria sim, e isso não é explicado se provém das entradas servidas, dos serviços dos garçons, enfim, é como tudo junto e nada resolvido.
Acho que nem preciso dissertar minha opinião sobre isso, e sobre o peronismo né?
Enfim, Mirasoles, obrigado por abrir a semana tão lindamente!
Ps: só esquecemos da sobremesa, mas para uma próximo, isso está anotado!
É que várias coisas acontecem, e me tiram do chão, algumas BEM chatas, como os acidentes do Aran e do Jahpa.
Aliás, fica aqui meu salve e apoio pros dois, baitas caras que logo menos vão estar com a gente de novo!
Pois bem, eu estava há um tempo para ir jantar ou almoçar no Mirasoles, um restaurante aqui na avenida onde moramos.
Passo todo dia por ele, é bem aprazível, fica em um parque.
Então essa semana fomos, eu, Lívia e Lícia. Plena segunda feira.
Mas merecido, depois de várias coisas e para comemorar a distância o aniversário de duas mães, a minha e a da Lívia!
Pizza aqui, por enquanto, é algo um pouco difícil de cair no meu gosto, mas Lícia almoçou lá com sua família e disse que o calzone tinha massa feita na hora, não pré pronta, como é bem comum aqui, e é claro que eu quis ir conhecer de perto.
Logo que chegamos, o garçom vem trazer a entrada, coisa não tão comum por aí, lentilha e pão.
A lentilha funciona como um antepasto, e aliás, é deliciosa.
Outra coisa que nos encantou profundamente é a jarra de suco de laranja, natural, natural, NATURAL!!!!
Com gomos e sementes, e sem açúcar.
Dá vontade tomar a jarra toda de uma vez só, mas somos pessoas socialmente adequadas, então não fizemos.
Lívis pediu um hamburguer, que parecia do tamanho da fome dela, e estava lindo, até eu fiquei com vontade.
Mas claro que pra quem é vegetariano, essa opção possui algumas dificuldades.
Segundo ela, o lanche estava ideal, sequinho, o pão não estava duro, tudo na medida.
E pasmem, as batatas não eram congeladas. Isso é o que mais me surpreende.
Já Lícia estava há semanas numa vontade incontrolável de se acabar numa lasanha, que veio num prato gigante, linda, regada a molho, com uma respeitável taça de queijo parmesão.
Porém, ela não adorou como esperava porque a massa era de panqueca, não era a intenção.
E eu, como programado, fiquei no calzone.
Olha, bem bonita a aparência dele, viu?
Originalmente, no cardápio, vinha presunto, mas pedi para tirarem e tudo bem.
Realmente, a massa era bem gostosa, e os ingredientes de qualidade.
Mussarela, tomate, azeitona preta, orégano, simples mas extremamente gostoso.
A única sugestão que eu tenho é sobre as "bordas" do calzone, embora a massa seja realmente gostosa, elas poderiam ser menores.
Sobre preço, sem dúvida vale tudo, EXCETO o tal do "cubierto".
Resumida e superficialmente, essa história começou com valores que eram pagos para os garçons, mas no governo peronista isso foi proibido, porém, o recebimento desses valores continuaram, e é claro, passaram a ser exclusivamente dos restaurantes.
Nem todo lugar cobra, mas a maioria sim, e isso não é explicado se provém das entradas servidas, dos serviços dos garçons, enfim, é como tudo junto e nada resolvido.
Acho que nem preciso dissertar minha opinião sobre isso, e sobre o peronismo né?
Enfim, Mirasoles, obrigado por abrir a semana tão lindamente!
Ps: só esquecemos da sobremesa, mas para uma próximo, isso está anotado!
sexta-feira, 5 de junho de 2015
Berinjela branca, massa sem molho e semilleria.
Acho que comentei aqui no blog, que comprei berinjela branca, né?
Pois então, eu estava meio sem criatividade de como prepara-la, a geladeira tinha algumas coisas, resolvi fazer de tudo um pouco.
Inclusive, na fruteria aqui perto e comprei também alho poró, que eu estava namorando fazia algum tempo.
Ele está meio judiado, mas isso aqui é normal, definitivamente o pessoal não tem como preocupação principal a estética das frutas, verduras e legumes, isso independente de ser fruteria, mercado ou alguém vendendo na rua.
Mesmo tendo no Brasil, nunca tinha comida essa variedade de berinjela. Procurei inclusive alguma informação na internet, só que existe muito pouca, basicamente dizem que ela é igual a tradicional, então não me preocupei muito com um preparo exclusivo, resolvi fazer a milanesa (saudades mamãe).
Uma coisa me surpreendeu MUITO quando eu comecei a corta-la, é como ela escurece muito rápido MESMO.
Ela não era grande, como dá pra ver na foto, mas sem brincadeira, do tempo que eu comecei a fatiar até o final, ela já tinha amarelado bastante.
Corri e logo temperei ela com vinagre, que interrompe esse processo de escurecimento, e chimichurri.
Paralelo a berinjela, cozinhei um pouco de massa, e claro, tolei de legumes.
Milho, alho poró, cenoura, vagem, tomate, cebola, alho, mil coisas, e claro, as benditas pimentinhas!
Dessa vez não tirei a semente e usei só uma, que delícia.
QUE DELÍCIA!!!!
Ainda estou matando a vontade de pimenta.
Pensei em fazer molho vermelho, mas comi duas vezes esses dias, e não quis, então resolvi fazer uma espécie de alho e azeite cheio de legumes mesmo, com pepino pra acompanhar, e ficou muito bom.
E como bônus, vou falar um pouquinho da semilleria.
Eu sempre comento aqui que sentia muita falta de grãos, mas que nos mercados é bem caro, e não tinha tido coragem de comprar.
A Bárbara já tinha me dito sobre esse lugar, é como um empório mesmo, mas sou enrolada, ás vezes falta tempo e sobra cansaço, enfim, nunca tinha ido até essa semana.
Realmente vale MUITO a pena comprar qualquer coisa lá, tem de tudo.
Desde ração de cão e gato (essa parte é engraçada, hehe), até muitos tipos de tempero, de farinhas, de grãos, de sementes, muita coisa mesmo, e o preço nem se compara ao dos mercados.
A foto está meio ruim, porque foi tirada de noite, mas comprei algumas coisas básicas, como lentilha, aveia, chia, linhaça, canela, orégano e manjerona.
Fiquei MEGA tentada a comprar algumas pimentas, mas como essa semana na fruteria eu já tinha comprado, me contive.
Os produtos são bem frescos, e tudo isso ficou 55 pesos só. No mercado, um mix de grãos de 200 gramas é coisa de 25 pesos.
Vida longa as semillerias!
Pois então, eu estava meio sem criatividade de como prepara-la, a geladeira tinha algumas coisas, resolvi fazer de tudo um pouco.
Inclusive, na fruteria aqui perto e comprei também alho poró, que eu estava namorando fazia algum tempo.
Ele está meio judiado, mas isso aqui é normal, definitivamente o pessoal não tem como preocupação principal a estética das frutas, verduras e legumes, isso independente de ser fruteria, mercado ou alguém vendendo na rua.
Mesmo tendo no Brasil, nunca tinha comida essa variedade de berinjela. Procurei inclusive alguma informação na internet, só que existe muito pouca, basicamente dizem que ela é igual a tradicional, então não me preocupei muito com um preparo exclusivo, resolvi fazer a milanesa (saudades mamãe).
Uma coisa me surpreendeu MUITO quando eu comecei a corta-la, é como ela escurece muito rápido MESMO.
Ela não era grande, como dá pra ver na foto, mas sem brincadeira, do tempo que eu comecei a fatiar até o final, ela já tinha amarelado bastante.
Corri e logo temperei ela com vinagre, que interrompe esse processo de escurecimento, e chimichurri.
Paralelo a berinjela, cozinhei um pouco de massa, e claro, tolei de legumes.
Milho, alho poró, cenoura, vagem, tomate, cebola, alho, mil coisas, e claro, as benditas pimentinhas!
Dessa vez não tirei a semente e usei só uma, que delícia.
QUE DELÍCIA!!!!
Ainda estou matando a vontade de pimenta.
Pensei em fazer molho vermelho, mas comi duas vezes esses dias, e não quis, então resolvi fazer uma espécie de alho e azeite cheio de legumes mesmo, com pepino pra acompanhar, e ficou muito bom.
E como bônus, vou falar um pouquinho da semilleria.
Eu sempre comento aqui que sentia muita falta de grãos, mas que nos mercados é bem caro, e não tinha tido coragem de comprar.
A Bárbara já tinha me dito sobre esse lugar, é como um empório mesmo, mas sou enrolada, ás vezes falta tempo e sobra cansaço, enfim, nunca tinha ido até essa semana.
Realmente vale MUITO a pena comprar qualquer coisa lá, tem de tudo.
Desde ração de cão e gato (essa parte é engraçada, hehe), até muitos tipos de tempero, de farinhas, de grãos, de sementes, muita coisa mesmo, e o preço nem se compara ao dos mercados.
A foto está meio ruim, porque foi tirada de noite, mas comprei algumas coisas básicas, como lentilha, aveia, chia, linhaça, canela, orégano e manjerona.
Fiquei MEGA tentada a comprar algumas pimentas, mas como essa semana na fruteria eu já tinha comprado, me contive.
Os produtos são bem frescos, e tudo isso ficou 55 pesos só. No mercado, um mix de grãos de 200 gramas é coisa de 25 pesos.
Vida longa as semillerias!
terça-feira, 2 de junho de 2015
Pimenta com polenta.
Ontem fiquei pensando o que faria pro almoço hoje, já que todo dia chego da faculdade morrendo de fome, e adoro passar minha mínima uma hora e meia na cozinha, quando não tenho aula logo no início da tarde.
Então resolvi colocar em prática meu desejo que perdura há algum tempo já, polenta com molho vermelho.
Sempre penso em fazer uma enorme assadeira de polenta com molho por cima, daquelas enormes, ah, que vontade.
MAS, não há uma enorme assadeira aqui, então, vamos fazer o que dá. E como dá.
Inicialmente eu ia coloca-la em um prato de vidro mais fundo que tem aqui, mas, digamos que como bastante, então não ia dar nem pro cheiro, aboli e o prato e resolvi montar na hora mesmo.
Como de praxe, loto de legumes, brócolis com talo e folha, cebola, alho, tomate, cenoura, vagem, abobrinha...
Mas hoje o almoço teve um diferencial.
Os mexicanos aqui costumam comer muita pimenta fresca, fazia um tempo que eu estava com vontade, hoje fui na fruteria (não esqueci do post sobre, vou fazer!) e comprei.
O senhor que é dono me disse que era muito picante, o pessoal do méxico disse que não é não, mas como eles estão acostumados, como as pessoas sempre tem receio de pimenta, eu realmente não soube qual nível de perigo considerar, hehe.
Como não sou pessoa de muito medo na cozinha, e muito enfrentamento quanto a um coitado de um estômago consideravelmente sensível, resolvi que ia colocar duas pimentinhas, uma verde e uma amarela.
Antes de bater o martelo nessa decisão, cortei um pedacinho bem pequeno de cada uma e comi, não senti nada. Nada.
Pensei que sabor eu iria conseguir, e que "pimenta de cheiro" é bem bom também.
Piquei elas bem miúdas para que eu pudesse ter pimenta onde quer que fosse comer, muáhahahaha.
A polenta eu refoguei cebola e alho, me segurei pra não colocar chimichurri (me apoiei na ideia de que precisava conhecer as pimentinhas sozinhas, sem interferência de outras pimentas, e fui mexendo, mexendo, em fogo médio, cozendo a bonita, vendo suas bolhas surgirem, até que ela ficasse grossa e começasse a levemente desgrudar da panela.
O molho, refoguei os legumes todos, por último coloquei os talos e folhas de brócolis, pois eu os havia aferventado e congelado ontem, eles são sensíveis.
E depois, claro, coloquei o molho, e fui acertar o sal, ver o quão picante estava.
Olha, não é que as danadas deram certo? Impressão irreal essa de que elas não ardiam nada, almocei com um copo de água do lado para eventuais emergências.
Não sou a pessoa mais resistente do mundo para pimenta, embora goste MUITO, e nem a mais sensível.
Como quis algo apimentado, estava com saudades disso (esses dias fiz batatas fritas com pimenta do reino mas aí sim não senti nada), digo que ficou o ideal. Pena que acabou.
Já sei mais uma coisa que gostei aqui, as pimentinhas que eu não sei o nome exato.
No geral, pelo que vejo, o pessoal não é muito chegado a comida picante não (exceto os mexicanos, deuses da guacamole ardida), inclusive é bem raro ver pimenta fresca nos mercados, geralmente é só molho, e não é toda fruteria que tem.
Mas a aqui do lado de casa TEM PIMENTA, SIM!!
Enfim, felicidade plena esse almoço querido de hoje, vegano, delicioso, apimentado, e cheio de legumes.
Ps: juro que hoje tentei tirar as fotos com a máquina, mas ela estava sem bateria, :(
Então resolvi colocar em prática meu desejo que perdura há algum tempo já, polenta com molho vermelho.
Sempre penso em fazer uma enorme assadeira de polenta com molho por cima, daquelas enormes, ah, que vontade.
MAS, não há uma enorme assadeira aqui, então, vamos fazer o que dá. E como dá.
Inicialmente eu ia coloca-la em um prato de vidro mais fundo que tem aqui, mas, digamos que como bastante, então não ia dar nem pro cheiro, aboli e o prato e resolvi montar na hora mesmo.
Como de praxe, loto de legumes, brócolis com talo e folha, cebola, alho, tomate, cenoura, vagem, abobrinha...
Mas hoje o almoço teve um diferencial.
Os mexicanos aqui costumam comer muita pimenta fresca, fazia um tempo que eu estava com vontade, hoje fui na fruteria (não esqueci do post sobre, vou fazer!) e comprei.
O senhor que é dono me disse que era muito picante, o pessoal do méxico disse que não é não, mas como eles estão acostumados, como as pessoas sempre tem receio de pimenta, eu realmente não soube qual nível de perigo considerar, hehe.
Como não sou pessoa de muito medo na cozinha, e muito enfrentamento quanto a um coitado de um estômago consideravelmente sensível, resolvi que ia colocar duas pimentinhas, uma verde e uma amarela.
Antes de bater o martelo nessa decisão, cortei um pedacinho bem pequeno de cada uma e comi, não senti nada. Nada.
Pensei que sabor eu iria conseguir, e que "pimenta de cheiro" é bem bom também.
Piquei elas bem miúdas para que eu pudesse ter pimenta onde quer que fosse comer, muáhahahaha.
A polenta eu refoguei cebola e alho, me segurei pra não colocar chimichurri (me apoiei na ideia de que precisava conhecer as pimentinhas sozinhas, sem interferência de outras pimentas, e fui mexendo, mexendo, em fogo médio, cozendo a bonita, vendo suas bolhas surgirem, até que ela ficasse grossa e começasse a levemente desgrudar da panela.
O molho, refoguei os legumes todos, por último coloquei os talos e folhas de brócolis, pois eu os havia aferventado e congelado ontem, eles são sensíveis.
E depois, claro, coloquei o molho, e fui acertar o sal, ver o quão picante estava.
Olha, não é que as danadas deram certo? Impressão irreal essa de que elas não ardiam nada, almocei com um copo de água do lado para eventuais emergências.
Não sou a pessoa mais resistente do mundo para pimenta, embora goste MUITO, e nem a mais sensível.
Como quis algo apimentado, estava com saudades disso (esses dias fiz batatas fritas com pimenta do reino mas aí sim não senti nada), digo que ficou o ideal. Pena que acabou.
Já sei mais uma coisa que gostei aqui, as pimentinhas que eu não sei o nome exato.
No geral, pelo que vejo, o pessoal não é muito chegado a comida picante não (exceto os mexicanos, deuses da guacamole ardida), inclusive é bem raro ver pimenta fresca nos mercados, geralmente é só molho, e não é toda fruteria que tem.
Mas a aqui do lado de casa TEM PIMENTA, SIM!!
Enfim, felicidade plena esse almoço querido de hoje, vegano, delicioso, apimentado, e cheio de legumes.
Ps: juro que hoje tentei tirar as fotos com a máquina, mas ela estava sem bateria, :(
domingo, 31 de maio de 2015
O capítulo sorrentino, quanto amor.
Logo que cheguei aqui na Argentina, a Isa, que está morando em Buenos Aires há algum tempo já, me falou sobre vários pratos típicos do país, e um deles é o sorrentino.
Falando a grosso modo, é uma espécie de ravióli gigante e recheado decentemente, diferente daquelas porcarias prontas que a gente ás vezes come, que o recheio é uma massa bizarra com gosto de nada.
Sobre as origens, embora exista bastante controvérsia, a versão mais aceita é de que essa massa foi criada por imigrantes italianos, aqui na Argentina, em Santa Fé.
A Isa tinha me dito sobre o sorrentino recheado de espinafre e queijo, que eu já vi aqui, só que na época estava bem caro e não comprei por isso.
Essa semana, no mercado aqui perto, vi que estava bem mais barato que o normal, eu estava precisando de massa mesmo, e lá fui eu comprar.
No início, a Lívia identificou uma massa dita caseira, de uma marca aqui da cidade mesmo, abri para ver, e que coisa linda, enfarinhadinha, embalada com cuidado e cara de artesanal mesmo.
MAS, só haviam sorrentinos com carne. Ravióli de queijo, verdura e queijo, tinha, mas eu queria sorrentino e ponto final, hehe.
Muito infelizmente sai dessa marca e fui para o industrializado, por necessidade mesmo.
Não tinha o de espinafre, que acredito que deve ser mais saboroso do que o de ricota, que foi o escolhido.
E aliás, por si só, é maravilhoso.
Falando em sabor, a Bárbara, que mora aqui também falou que comeu um recheado de abóbora, em algum restaurante aqui.
Nem preciso dizer minha curiosidade né?
O formato original dele, pelo que pesquisei, é redondo, mas o que a gente encontra aqui é quadrado.
Sempre que eu compro alguma massa boa, fresca (minha paixão), gosto de fazer com molho branco.
No Brasil, uso muito o leite de aveia e castanhas, mas aqui é complicado, por preço, por acesso, e principalmente porque na cozinha falta muita coisa, por exemplo, não temos forma para forno, peneira e ralador.
Haha, acho que vou falar disso pra sempre! Mas dá pra se virar tranquilamente.
Gosto muito do molho vermelho também, a base de tomate mesmo, mas se eu for fazer isso aqui eu vou falir, o tomate é bem caro, tem semana que o quilo está em 49 pesos (pra converter pro real, é só dividir por 3 sempre).
Durante o preparo, fiquei pensando nas possibilidades de molhos veganos.
Como sou particularmente fanática por molho branco, fiquei pensando em por exemplo, leite vegetal de macadâmia, com polvilho, levedura e manjericão (ó o molho pesto como possibilidade também!).
Pro recheio, cismei com tofu, nozes, rúcula e tomate seco.
E claro que quero fazer a massa, com farinha, semolina, água, sal e azeite.
Quando eu voltar, impreterivelmente vou ter que fazer isso.
Mas aqui usei creme de leite, milho, pimentão, cebola, cenoura, vagem, alho, brócolis, abobrinha e chimichurri.
Comi de joelhos, chorando.
É uma das maneiras de chegar mais perto do céu.
Não só pelo sorrentino ser divino, mas pela junção com o molho, com todos os ingredientes.
O pessoal aqui na casa brinca comigo que eles fazem comida em meia hora e eu fico uma hora picando mil coisas, cozendo, montando, mas aí eles experimentam como fica e me dizem que vale o esforço!
Nessa foto dá pra ver o tamanho que ele fica depois de cozido, parece menor, mas ele fica bem grande.
Como sou uma ogra, uns dez quadradinhos pra mim me satisfazem, pessoas normais, creio que uns 7 sejam o suficiente.
E nesse dia, a Vanessa, do México, tinha trazido um bolo de aniversário que ela comemorou com o pessoal da faculdade.
Claro, lá fui eu experimentar.
Não sei se é via de regra aqui, acredito que sim porque os doces não tem quase nada a ver com os nossos, mas a massa desse bolo é folheada, mas não é um folheado mole, é meio duro, não é doce demais, e o recheio era de doce de leite.
Por volta, muito glacê, haha.
No geral gostei dessa "espécie" de bolo, completamente diferente do que eu tinha como ideia, e bem gostoso!
Ah, Argentina, me prendendo pelo estômago!
Falando a grosso modo, é uma espécie de ravióli gigante e recheado decentemente, diferente daquelas porcarias prontas que a gente ás vezes come, que o recheio é uma massa bizarra com gosto de nada.
Sobre as origens, embora exista bastante controvérsia, a versão mais aceita é de que essa massa foi criada por imigrantes italianos, aqui na Argentina, em Santa Fé.
A Isa tinha me dito sobre o sorrentino recheado de espinafre e queijo, que eu já vi aqui, só que na época estava bem caro e não comprei por isso.
Essa semana, no mercado aqui perto, vi que estava bem mais barato que o normal, eu estava precisando de massa mesmo, e lá fui eu comprar.
No início, a Lívia identificou uma massa dita caseira, de uma marca aqui da cidade mesmo, abri para ver, e que coisa linda, enfarinhadinha, embalada com cuidado e cara de artesanal mesmo.
MAS, só haviam sorrentinos com carne. Ravióli de queijo, verdura e queijo, tinha, mas eu queria sorrentino e ponto final, hehe.
Muito infelizmente sai dessa marca e fui para o industrializado, por necessidade mesmo.
Não tinha o de espinafre, que acredito que deve ser mais saboroso do que o de ricota, que foi o escolhido.
E aliás, por si só, é maravilhoso.
Falando em sabor, a Bárbara, que mora aqui também falou que comeu um recheado de abóbora, em algum restaurante aqui.
Nem preciso dizer minha curiosidade né?
O formato original dele, pelo que pesquisei, é redondo, mas o que a gente encontra aqui é quadrado.
Sempre que eu compro alguma massa boa, fresca (minha paixão), gosto de fazer com molho branco.
No Brasil, uso muito o leite de aveia e castanhas, mas aqui é complicado, por preço, por acesso, e principalmente porque na cozinha falta muita coisa, por exemplo, não temos forma para forno, peneira e ralador.
Haha, acho que vou falar disso pra sempre! Mas dá pra se virar tranquilamente.
Gosto muito do molho vermelho também, a base de tomate mesmo, mas se eu for fazer isso aqui eu vou falir, o tomate é bem caro, tem semana que o quilo está em 49 pesos (pra converter pro real, é só dividir por 3 sempre).
Durante o preparo, fiquei pensando nas possibilidades de molhos veganos.
Como sou particularmente fanática por molho branco, fiquei pensando em por exemplo, leite vegetal de macadâmia, com polvilho, levedura e manjericão (ó o molho pesto como possibilidade também!).
Pro recheio, cismei com tofu, nozes, rúcula e tomate seco.
E claro que quero fazer a massa, com farinha, semolina, água, sal e azeite.
Quando eu voltar, impreterivelmente vou ter que fazer isso.
Mas aqui usei creme de leite, milho, pimentão, cebola, cenoura, vagem, alho, brócolis, abobrinha e chimichurri.
Comi de joelhos, chorando.
É uma das maneiras de chegar mais perto do céu.
Não só pelo sorrentino ser divino, mas pela junção com o molho, com todos os ingredientes.
O pessoal aqui na casa brinca comigo que eles fazem comida em meia hora e eu fico uma hora picando mil coisas, cozendo, montando, mas aí eles experimentam como fica e me dizem que vale o esforço!
Nessa foto dá pra ver o tamanho que ele fica depois de cozido, parece menor, mas ele fica bem grande.
Como sou uma ogra, uns dez quadradinhos pra mim me satisfazem, pessoas normais, creio que uns 7 sejam o suficiente.
E nesse dia, a Vanessa, do México, tinha trazido um bolo de aniversário que ela comemorou com o pessoal da faculdade.
Claro, lá fui eu experimentar.
Não sei se é via de regra aqui, acredito que sim porque os doces não tem quase nada a ver com os nossos, mas a massa desse bolo é folheada, mas não é um folheado mole, é meio duro, não é doce demais, e o recheio era de doce de leite.
Por volta, muito glacê, haha.
No geral gostei dessa "espécie" de bolo, completamente diferente do que eu tinha como ideia, e bem gostoso!
Ah, Argentina, me prendendo pelo estômago!
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