Logo que cheguei aqui na Argentina, a Isa, que está morando em Buenos Aires há algum tempo já, me falou sobre vários pratos típicos do país, e um deles é o sorrentino.
Falando a grosso modo, é uma espécie de ravióli gigante e recheado decentemente, diferente daquelas porcarias prontas que a gente ás vezes come, que o recheio é uma massa bizarra com gosto de nada.
Sobre as origens, embora exista bastante controvérsia, a versão mais aceita é de que essa massa foi criada por imigrantes italianos, aqui na Argentina, em Santa Fé.
A Isa tinha me dito sobre o sorrentino recheado de espinafre e queijo, que eu já vi aqui, só que na época estava bem caro e não comprei por isso.
Essa semana, no mercado aqui perto, vi que estava bem mais barato que o normal, eu estava precisando de massa mesmo, e lá fui eu comprar.
No início, a Lívia identificou uma massa dita caseira, de uma marca aqui da cidade mesmo, abri para ver, e que coisa linda, enfarinhadinha, embalada com cuidado e cara de artesanal mesmo.
MAS, só haviam sorrentinos com carne. Ravióli de queijo, verdura e queijo, tinha, mas eu queria sorrentino e ponto final, hehe.
Muito infelizmente sai dessa marca e fui para o industrializado, por necessidade mesmo.
Não tinha o de espinafre, que acredito que deve ser mais saboroso do que o de ricota, que foi o escolhido.
E aliás, por si só, é maravilhoso.
Falando em sabor, a Bárbara, que mora aqui também falou que comeu um recheado de abóbora, em algum restaurante aqui.
Nem preciso dizer minha curiosidade né?
O formato original dele, pelo que pesquisei, é redondo, mas o que a gente encontra aqui é quadrado.
Sempre que eu compro alguma massa boa, fresca (minha paixão), gosto de fazer com molho branco.
No Brasil, uso muito o leite de aveia e castanhas, mas aqui é complicado, por preço, por acesso, e principalmente porque na cozinha falta muita coisa, por exemplo, não temos forma para forno, peneira e ralador.
Haha, acho que vou falar disso pra sempre! Mas dá pra se virar tranquilamente.
Gosto muito do molho vermelho também, a base de tomate mesmo, mas se eu for fazer isso aqui eu vou falir, o tomate é bem caro, tem semana que o quilo está em 49 pesos (pra converter pro real, é só dividir por 3 sempre).
Durante o preparo, fiquei pensando nas possibilidades de molhos veganos.
Como sou particularmente fanática por molho branco, fiquei pensando em por exemplo, leite vegetal de macadâmia, com polvilho, levedura e manjericão (ó o molho pesto como possibilidade também!).
Pro recheio, cismei com tofu, nozes, rúcula e tomate seco.
E claro que quero fazer a massa, com farinha, semolina, água, sal e azeite.
Quando eu voltar, impreterivelmente vou ter que fazer isso.
Mas aqui usei creme de leite, milho, pimentão, cebola, cenoura, vagem, alho, brócolis, abobrinha e chimichurri.
Comi de joelhos, chorando.
É uma das maneiras de chegar mais perto do céu.
Não só pelo sorrentino ser divino, mas pela junção com o molho, com todos os ingredientes.
O pessoal aqui na casa brinca comigo que eles fazem comida em meia hora e eu fico uma hora picando mil coisas, cozendo, montando, mas aí eles experimentam como fica e me dizem que vale o esforço!
Nessa foto dá pra ver o tamanho que ele fica depois de cozido, parece menor, mas ele fica bem grande.
Como sou uma ogra, uns dez quadradinhos pra mim me satisfazem, pessoas normais, creio que uns 7 sejam o suficiente.
E nesse dia, a Vanessa, do México, tinha trazido um bolo de aniversário que ela comemorou com o pessoal da faculdade.
Claro, lá fui eu experimentar.
Não sei se é via de regra aqui, acredito que sim porque os doces não tem quase nada a ver com os nossos, mas a massa desse bolo é folheada, mas não é um folheado mole, é meio duro, não é doce demais, e o recheio era de doce de leite.
Por volta, muito glacê, haha.
No geral gostei dessa "espécie" de bolo, completamente diferente do que eu tinha como ideia, e bem gostoso!
Ah, Argentina, me prendendo pelo estômago!
Andanças gastronômicas e culturais pela terra dos nossos hermanos e América do Sul.
domingo, 31 de maio de 2015
quinta-feira, 28 de maio de 2015
Pizzanti.
Pizza; prometo te amar e não te abandonar, não importe o lugar onde eu estiver e a dificuldade em te encontrar em sua melhor forma.
Pois bem, pizza é isso né? Parte fundamental do prato de muitas pessoas.
Como aqui não dá muito bem pra faze-las, tenho comido pizzas de alguns lugares por aí.
Esse dia, estávamos no centro, fomos de manhã comprar algumas coisas, e almoçamos por lá.
Tucumán tem um ponto muito bom, você consegue comer pizza no almoço, na janta, até tarde, e se bobear, consegue uma das dez da manhã.
Tem muitos lugares aqui pra isso.
Quando cheguei, a primeira coisa que comi daqui foi uma pizza, que inclusive está no primeiro post do blog, DELICIOSA.
Cara, mas muito boa.
Porém, as próximas experiências não foram exatamente assim.
Aqui, quase todo lugar faz uso das famigeradas massas prontas.
Tudo bem, quando se está sem tempo, quando não se quer trabalho, quando o dinheiro é curto, uma vez ou outra, mas, poxa, pizzarias vendendo apenas massa pronta?
Sim, a maioria trabalha dessa maneira, infelizmente.
E se você quer uma pizza que se aproxime das nossas, prepare o bolso!
Crei que o preço da alimentação aqui, (que no geral é mais cara que no Brasil), e o tempo (porque a pizza é praticamente 24 horas), são os fatores que mais influenciam esse hábito.
Queijo aqui é muito caro, por exemplo.
Porém, tem uma coisa que preciso elogiar no Pizzanti, o molho.
Bem gostoso, com pedaços de tomate e cebola, temperadinho, visivelmente foi preparado de maneira decente.
Uma verdadeira delicinha, que se sobressaiu no conjunto!
Esse local onde comemos é engraçado.
Entre a rua Chacabuco e Las Piedras existem vários bares, que funcionam de dia, e madrugada a dentro, até as 5 da manhã, no mínimo.
A gente olha e eles tem cara só de bar, mas alguns vendem empanadas e pizzas, e esse que paramos é um deles.
Em um dia anterior fomos de noite dar uma banda por esses locais, as meninas pediram empanadas e disseram que não devem em nada!
E enquanto a pizza não chegava, fui "botando reparo" no lugar todo, e vi que eles tem promoções para quem comemorar o aniversário lá.
Claro, o clássico Fernet, que está em todo local por onde ando, e também as pizzas.
Achei bem simpático.
A promoção é uma espécie de rodízio, só que parece que precisar estar fazendo aniversário.
Sobre as pizzas, tem vários sabores, mas pra quem é vegetariano, só há a de mussarela, sobre cardápio vegano, é melhor cozinhar em casa ou procurar bem.
Mas, porém, enfim, entretanto, existem algumas ideias na minha cabeça sobre incluir alguns sabores de pizza na cozinha, quando ela voltar a ativa.
E confesso que o processo criativo pra isso está sendo bem divertido!
Sobre os sabores, exceto a mussarela, todos tem carne.
No mais, adelante con la busca por las mejores pizzas, gracias, chicos!
Pois bem, pizza é isso né? Parte fundamental do prato de muitas pessoas.
Como aqui não dá muito bem pra faze-las, tenho comido pizzas de alguns lugares por aí.
Esse dia, estávamos no centro, fomos de manhã comprar algumas coisas, e almoçamos por lá.
Tucumán tem um ponto muito bom, você consegue comer pizza no almoço, na janta, até tarde, e se bobear, consegue uma das dez da manhã.
Tem muitos lugares aqui pra isso.
Quando cheguei, a primeira coisa que comi daqui foi uma pizza, que inclusive está no primeiro post do blog, DELICIOSA.
Cara, mas muito boa.
Porém, as próximas experiências não foram exatamente assim.
Aqui, quase todo lugar faz uso das famigeradas massas prontas.
Tudo bem, quando se está sem tempo, quando não se quer trabalho, quando o dinheiro é curto, uma vez ou outra, mas, poxa, pizzarias vendendo apenas massa pronta?
Sim, a maioria trabalha dessa maneira, infelizmente.
E se você quer uma pizza que se aproxime das nossas, prepare o bolso!
Crei que o preço da alimentação aqui, (que no geral é mais cara que no Brasil), e o tempo (porque a pizza é praticamente 24 horas), são os fatores que mais influenciam esse hábito.
Queijo aqui é muito caro, por exemplo.
Porém, tem uma coisa que preciso elogiar no Pizzanti, o molho.
Bem gostoso, com pedaços de tomate e cebola, temperadinho, visivelmente foi preparado de maneira decente.
Uma verdadeira delicinha, que se sobressaiu no conjunto!
Esse local onde comemos é engraçado.
Entre a rua Chacabuco e Las Piedras existem vários bares, que funcionam de dia, e madrugada a dentro, até as 5 da manhã, no mínimo.
A gente olha e eles tem cara só de bar, mas alguns vendem empanadas e pizzas, e esse que paramos é um deles.
Em um dia anterior fomos de noite dar uma banda por esses locais, as meninas pediram empanadas e disseram que não devem em nada!
E enquanto a pizza não chegava, fui "botando reparo" no lugar todo, e vi que eles tem promoções para quem comemorar o aniversário lá.
Claro, o clássico Fernet, que está em todo local por onde ando, e também as pizzas.
Achei bem simpático.
A promoção é uma espécie de rodízio, só que parece que precisar estar fazendo aniversário.
Sobre as pizzas, tem vários sabores, mas pra quem é vegetariano, só há a de mussarela, sobre cardápio vegano, é melhor cozinhar em casa ou procurar bem.
Mas, porém, enfim, entretanto, existem algumas ideias na minha cabeça sobre incluir alguns sabores de pizza na cozinha, quando ela voltar a ativa.
E confesso que o processo criativo pra isso está sendo bem divertido!
Sobre os sabores, exceto a mussarela, todos tem carne.
No mais, adelante con la busca por las mejores pizzas, gracias, chicos!
quarta-feira, 27 de maio de 2015
Emapanadilla de cayote!
Buenas noches, chicos y chicas!
Desculpem o sumiço, foram várias coisas para serem resolvidas em pouco tempo, mas quero voltar a postar aqui sempre.
Aliás, eu não esqueci de fotografar muitas refeições, hehe.
Hoje vou contar pra vocês sobre um doce típico do típico do típico daqui, a empanada doce de "cayote", que é uma espécie de abóbora.
Já tinha visto em vários lugares doce com cayote pra vender, mas nunca tinha comprado.
Até que, Lívia e Lícia estávamos no centro, elas entraram em uma lojinha que vendia muita coisa típica, e resolvi experimentar.
Pelo que pude perceber, esse doce tem o preparo parecido com os doces de abóbora do Brasil, fibroso e docinho igual, só que sem cravo.
A empanada tem o formato parecido com as que são salgadas.
É bem durinha, e por fora ela é envolta a açúcar.
Sobre o sabor, é peculiar, é diferente.
Achei legal que não é um doce muito doce, como a maioria das opções aqui (gente, como Argentinos gostam de doce!), mas pro meu gosto a massa dele é um pouco dura e insossa.
É algo que é feito de maneira caseira, acredito eu, pelo aspecto e por não ter em todo canto como por exemplo, alfajor, o que o torna bem interessante.
A massa é simples, farinha, manteiga e ovo.
O recheio é basicamente "el dulce de cayote", e a parte do açúcar, tem limão e clara também.
Sim, doce vegano aqui é difícil, mas a gente sabe que tudo é adaptável, né!.
Não é exatamente meu doce preferido, mas valeu a experiência.
E falando em doce preferido...o primeiro que eu escolhi era um camafeu redondinho, mas como eu já conheço, vi a empanadilla e resolvi mudar.
MAS, destino é destino.
Eu simplesmente AMO camafeu, e fazia tempo que eu não comia.
Aqui na Argentina é muito comum os lugares não terem troco (inclusive eles perdem vendas por isso, acreditem), então ou eles te dão o troco em "caramelos", que são balas, ou você não precisa pagar, ou paga depois, enfim.
E nesse caso, ganhei em CAMAFEU!
Bom, sem palavras.
Um pouco diferente do camafeu que sempre como, esse daqui tem nozes em pedaços maiores, mas não teve nada pra apontar.
E sim, mais manchinhas pretas de celular nas fotos, hehe.
Desculpem o sumiço, foram várias coisas para serem resolvidas em pouco tempo, mas quero voltar a postar aqui sempre.
Aliás, eu não esqueci de fotografar muitas refeições, hehe.
Hoje vou contar pra vocês sobre um doce típico do típico do típico daqui, a empanada doce de "cayote", que é uma espécie de abóbora.
Já tinha visto em vários lugares doce com cayote pra vender, mas nunca tinha comprado.
Até que, Lívia e Lícia estávamos no centro, elas entraram em uma lojinha que vendia muita coisa típica, e resolvi experimentar.
Pelo que pude perceber, esse doce tem o preparo parecido com os doces de abóbora do Brasil, fibroso e docinho igual, só que sem cravo.
A empanada tem o formato parecido com as que são salgadas.
É bem durinha, e por fora ela é envolta a açúcar.
Sobre o sabor, é peculiar, é diferente.
Achei legal que não é um doce muito doce, como a maioria das opções aqui (gente, como Argentinos gostam de doce!), mas pro meu gosto a massa dele é um pouco dura e insossa.
É algo que é feito de maneira caseira, acredito eu, pelo aspecto e por não ter em todo canto como por exemplo, alfajor, o que o torna bem interessante.
A massa é simples, farinha, manteiga e ovo.
O recheio é basicamente "el dulce de cayote", e a parte do açúcar, tem limão e clara também.
Sim, doce vegano aqui é difícil, mas a gente sabe que tudo é adaptável, né!.
Não é exatamente meu doce preferido, mas valeu a experiência.
E falando em doce preferido...o primeiro que eu escolhi era um camafeu redondinho, mas como eu já conheço, vi a empanadilla e resolvi mudar.
MAS, destino é destino.
Eu simplesmente AMO camafeu, e fazia tempo que eu não comia.
Aqui na Argentina é muito comum os lugares não terem troco (inclusive eles perdem vendas por isso, acreditem), então ou eles te dão o troco em "caramelos", que são balas, ou você não precisa pagar, ou paga depois, enfim.
E nesse caso, ganhei em CAMAFEU!
Bom, sem palavras.
Um pouco diferente do camafeu que sempre como, esse daqui tem nozes em pedaços maiores, mas não teve nada pra apontar.
E sim, mais manchinhas pretas de celular nas fotos, hehe.
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